Política

Eleições legislativas antecipadas no Iraque

Eleições legislativas antecipadas no Iraque

 

Lusa/AOonline   Internacional   28 de Out de 2008, 14:30

O governo israelita marcou para 10 de Fevereiro as eleições gerais antecipadas do país, disse o líder de um grupo parlamentar, após uma reunião de representantes dos partidos com a presidente do parlamento (Knesset).
"No decurso de uma reunião entre a presidente do Knesset, Dalia Itzhik, e os chefes dos grupos parlamentares chegou-se a acordo para organizar as próximas eleições legislativas a 10 de Fevereiro de 2009", declarou Ahmed Tibi, chefe da lista árabe unificada, que detém actualmente quatro lugares no parlamento.

    O Presidente israelita, Shimon Peres, já tinha anunciado segunda-feira concordar com a realização de eleições gerais antecipadas, sem contudo se referir à data das mesmas.

    Segundo as sondagens já feitas no país, a líder do partido governante (Kadima), Tzipi Livni, parte como favorita para a corrida eleitoral.

    Shimon Peres atendeu assim à recomendação feita pela própria Tzipi Livni, depois de a líder do Kadima ter recusado assumir o cargo para o qual o foi convidada pelo Presidente, por não contar com apoios suficientes.

    Livni é titular da pasta dos Negócios Estrangeiros no actual executivo.

    As duas primeiras sondagens após a renúncia situam-na à cabeça das preferências do eleitorado, ainda que seguida de perto por Benjamin Netanyahu, líder do partido de direita, Likud.

    Uma sondagem do Instituto de Investigação Sociológica Dahaf para o diário Yediot Ahronot indica que o Kadima manteria os actuais 29 dos 120 lugares do parlamento (Knesset) contra os 26 do Likud.

    Um inquérito da TNS Teleseker eleva para 31 os parlamentares de Livni contra os 29 que alcançaria o partido liderado por Netanyahu, que actualmente conta com 11.

    Ambas as sondagens indicam que o Partido Trabalhista - actualmente a segunda formação, com 19 deputados - obteria apenas 11 parlamentares nas próximas eleições.

    O fragmentado arco parlamentar israelita, que obrigou os seus antecessores a procurar aliados ideologicamente distantes a troco de todo o tipo de contrapartidas, e os escândalos de corrupção em torno de alguns políticos, levaram Livni a apresentar-se como defensora de uma "nova via política" em Israel, uma linha que parece contar com o apoio do eleitorado.

    Como chefe da diplomacia e à frente da equipa negociadora israelita nas actuais conversações com os palestinianos, Livni perfila-se como uma política pragmática e disposta a alcançar compromissos em nome da paz.

    Em contraponto, Netanyahu é conhecido pela sua política populista, tradicionalmente relutante às concessões territoriais, como a divisão de Jerusalém, em cuja parte leste os palestinianos querem estabelecer a capital do seu futuro Estado.

    Entretanto, os partidos israelitas começaram a preparar-se para a convocação das eleições gerais, cuja data - previsivelmente o primeiro trimestre do próximo ano - Shimon Peres terá de decidir até quarta-feira.

    Após consulta com a maioria dos treze partidos políticos com representação parlamentar, o Presidente israelita declarou revelou no parlamento que não havia opções para formar nova coligação de governo.

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