Efeitos do ciclone Sidr iguais aos de mini-tsunami

Efeitos do ciclone Sidr iguais aos de mini-tsunami

 

Lusa / AO online   Internacional   23 de Nov de 2007, 16:50

As vítimas do ciclone Sidr no Bangladesh continuam a precisar de ajuda urgente, face a uma catástrofe natural comparável a um "mini-tsunami", considerou a porta-voz do Secretariado das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA).
"Quando vemos os estragos na costa (do Bangladesh), são verdadeiramente as mesmas imagens que vimos após o tsunami", que afectou os países do Oceano Índico em Dezembro 2004, comentou a porta-voz do OCHA, Elisabeth Byrs.

O ciclone Sidr atingiu a costa Sul do Bangladesh a 15 de Novembro, provocando mais de 3.400 mortos, mas a Sociedade do Crescente Vermelho estima em cerca de 10.000 o número de vítimas mortais.

A maioria das cerca de cinco milhões de pessoas afectadas pelo ciclone precisa de uma "ajuda vital imediata", afirmou Byrs, durante uma conferência de imprensa em Genebra.

A OCHA, que desbloqueou 15 milhões de dólares (10 milhões de euros) para ajuda urgente ao Bangladesh no início da semana, apelou também à ajuda de doadores internacionais.

O Banco Mundial prometeu já o envio de 250 milhões de dólares (cerca de 169 milhões de euros) destinados à compra de alimentos, material médico e outras despesas, enquanto que a ajuda da Comissão Europeia ascende a 6,5 milhões de euros.

Países como o Reino Unido ou os Estados Unidos prometeram também o envio de ajudas monetárias ao Bangladesh - cerca de 5 milhões de dólares (3,3 milhões de euros) e 3,5 milhões de dólares (2 milhões de euros), respectivamente.

"Esperemos que esta tendência continue", declarou Byrs.

Várias agências da ONU estão envolvidas nas acções de ajuda, desde a Organização Mundial de Saúde (OMS) à Fundação da ONU para a Infância (UNICEF).

A situação é "absolutamente, totalmente catastrófica", afirmou a porta-voz da UNICEF, Véronique Taveau, sublinhando que mais de metade dos afectados pelo ciclone Sidr são crianças e, entre elas, 400.000 têm menos de cinco anos.

"Desprovidas de água potável e de condições sanitárias, as crianças estão particularmente expostas aos riscos de diarreia ou outras doenças provocadas por águas contaminadas", reforçou Taveau.

A UNICEF criou espaços de abrigo nas regiões afectadas do Bangladesh, para acolher crianças que estão separadas dos seus familiares.

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