Educação e combate ao crime são prioridades para Brown

Educação e combate ao crime são prioridades para Brown

 

Lusa / AO online   Internacional   24 de Set de 2007, 19:51

O primeiro-ministro britânico elegeu hoje a educação e o combate ao crime como prioridades no seu discurso no congresso do Partido Trabalhista, mas omitiu novamente esclarecer se irá antecipar as eleições legislativas.
Muito aguardado por ser o primeiro discurso num congresso trabalhista desde que assumiu a chefia do Governo, a 27 de Junho, Gordon Brown começou por uma piada, que os comentadores entenderam como uma referência velada às eleições.

Brown disse que, quando lhe perguntam se recomenda o seu trabalho a alguém, responde que "ainda não!", o que foi entendido como um sinal de que não pretende antecipar eleições, previstas para 2009 ou 2010.

Mas o primeiro-ministro continuou, lembrando as dificuldades que enfrentou durante os três meses em que está no cargo, como atentados terroristas, inundações, a febre aftosa no gado e a crise financeira.

"A resiliência do povo britânico foi uma poderosa prova de carácter do nosso país", elogiou, apontando o exemplo de um carregador de bagagens no aeroporto de Glasgow, que ajudou as autoridades a deter dois terroristas.

Passando ao futuro, e aos desafios que esperam o partido e o país, Brown reiterou a aposta na melhoria dos serviços públicos, nomeadamente na educação, saúde e combate ao crime.

"Vai haver apoio individual de tutores nas nossas escolas a 300 mil crianças em Inglês e 300 mil em Matemática", revelou, no âmbito das políticas que pretende adoptar para melhorar os resultados das escolas.

Brown prometeu também aumentar o número de bolsas de estudo para famílias com baixos rendimentos, desde os estudos secundários até à universidade.

Na área do crime, o primeiro-ministro indicou que quatro cidades do país onde ocorrem "dois terços das mortes por mão armada" receberão aparelhos de detecção de metais manuais para ajudar no combate ao uso ilegal de armas.

Brown, que defende uma política de "prevenção e punição" aos criminosos, quer dar poderes aos professores para confiscar armas nas escolas e recrutar ex-criminosos para ajudar no combate ao crime.

Para conseguir ter mais polícias nas ruas, o governo quer disponibilizar computadores portáteis aos polícias para reduzir a burocracia na participação dos crimes e quer mais polícia de proximidade.

No campo da saúde, o primeiro-ministro insistiu na necessidade de melhorar o desempenho dos serviços de saúde, nomeadamente na limpeza dos hospitais para eliminar infecções.

Brown prometeu fundos para fazer "limpezas profundas" e contratar pessoas para supervisionar esta área, e ameaçou que os hospitais que não atinjam os critérios poderão "perder a licença" de funcionamento.

Sustentado por uma economia "estável" e "forte", Brown confirmou que o ordenado mínimo nacional vai subir três por cento, de 5,35 libras (7,65 euros) para 5,52 libras (7,89 euros) por hora.

Anunciou também a extensão do subsídio de maternidade de seis para nove meses e a construção de mais casas em todo o país a preços acessíveis às famílias mais jovens.

Brown aproveitou também o congresso dos trabalhistas, a decorrer desde domingo em Bournemouth (Sul), para falar dos seus valores e do seu passado pessoal e familiar, procurando apagar a imagem de político fechado e frio.

Omitindo qualquer referência aos líderes da oposição, o conservador David Cameron e o democrata-liberal Menzies Campbell, Gordon Brown prestou homenagem aos seus antecessores na liderança do "Labour", Neil Kinnock e Tony Blair.
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