Comissão Europeia

Economia portuguesa com subida de 0,3% em 2010


 

Lusa/AO Online   Economia   3 de Nov de 2009, 11:37

 A Comissão Europeia reviu hoje em alta o crescimento da economia portuguesa, para menos 2,9 por cento do Produto Interno Bruto em 2009, 0,3 em 2010 e 1,0 em 2011, nas suas Previsões do Outono.

Na Previsões da Primavera (04 de Maio), Bruxelas estimava uma contracção de 3,7 por cento em 2009 e uma queda de 0,8 por cento em 2010.

Bruxelas estima que a estagnação da actividade económica em 2010 se deve à inércia da procura interna, que apenas aumenta de uma forma moderada no ano seguinte.

A evolução económica portuguesa segue a dos principais parceiros europeus.

As economias da Zona Euro e da União Europeia vão registar este ano recuos na ordem dos 4,0 por cento, mas conhecerão já um ligeiro crescimento (0,7 por cento) em 2010, segundo as previsões económicas do Outono.

As projecções de Bruxelas são também aqui mais optimistas do que aquelas divulgadas na Primavera - que previam apenas para 2011 o regresso ao crescimento -, levando o executivo comunitário a comentar que "a economia da UE está no caminho da retoma gradual" e a sair da recessão.

Nas Previsões da Primavera, divulgadas a 04 de Maio, a Comissão Europeia estimava que as economias da zona euro e da União Europeia a 27 iriam registar este ano uma contracção de 4 por cento, e em 2011 apresentariam ainda um crescimento negativo de 0,1 por cento.

Nas Previsões de Outono hoje divulgadas, Bruxelas mantém basicamente as previsões para o recuo do PIB este ano (-4,1 por cento na União Europeia a 27 e -4 por cento na Zona Euro), mas estima que em 2010 já se assista a um crescimento de 0,7 por cento, tanto na conjunto da União como no espaço monetário único, que será de 1,5 e 1,6 por cento, respectivamente, em 2011.

Sustentando que a retoma prevista a médio prazo se deve a uma evolução positiva das condições financeiras e da conjuntura externa, bem como às medidas orçamentais e monetárias levadas a cabo, Bruxelas adverte todavia que outros factores deverão continuar a travar a força da retoma, perspectivando que as condições do mercado de trabalho permaneçam fracas, com a taxa de desemprego a ultrapassar os 10 por cento em 2010.


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