Paquistão

Dois bombistas suicidas estão na origem de ataque a Benazir Bhutto

Dois bombistas suicidas estão na origem de ataque a Benazir Bhutto

 

Lusa / AO online   Internacional   23 de Out de 2007, 15:38

Dois bombistas suicidas estiveram aparentemente na origem da tentativa de assassínio de Benazir Bhutto e os investigadores estão a analisar a base de dados nacional dos cartões de identidade para os identificar, disse  um responsável.
O governador provincial de Sindh, Ishrat Ul-Ebad Khan, disse que condenados em sete anteriores ataques suicidas em Carachi estão a ser interrogados na esperança de que possam fornecer pistas sobre o ataque de quinta-feira, que matou 136 pessoas.

A polícia referiu inicialmente que apenas um bombista suicida tinha participado no ataque, mas Khan disse "ser mais provável" que tenham existido dois, depois de pedaços de uma segunda cabeça decapitada terem sido encontrados no hospital e no local do ataque.

Segundo Khan, o departamento estatal que tutela os cartões de identidade nacionais está ajudar a tentar identificar os bombistas. Uma fotografia já foi divulgada.

Embora ainda não tinham sido efectuadas detenções, Khan disse que a investigação está a avançar.

A porta-voz de Bhutto, por seu turno, reiterou o apelo para a substituição do investigador chefe, depois de ter defendido o pedido pelo Paquistão de ajuda especializada para o inquérito aos Estados Unidos e ao Reino Unido.

"Benazir Bhutto não está satisfeita com a investigação, comentários feitos por alguns elementos do governo culpando (o Partido Popular do Paquistão, de Bhutto) estão a aumentar a sua preocupação", disse a porta-voz Sherry Rahman.

Bhutto escapou ilesa ao ataque, que causou 136 mortos e mais de 400 feridos, durante a manifestação que juntou cerca de 250 mil simpatizantes da antiga primeira-ministra na sua recepção, após oito anos de exílio.

Benazir Bhutto governou o país por duas vezes, de 1988 a 1990, e entre 1993 e 1996. Em 1999 abandonou o Paquistão para fugir a acusações de corrupção.

Por outro lado, um importante dispositivo de segurança deve ser instalado na aldeia de onde é originária a família de Benazir Bhutto, no sul do Paquistão, e onde a antiga primeira-ministra é esperada, informaram hoje responsáveis locais.

"Estamos em estreita comunicação com a polícia e os órgãos de segurança e eles também estão a trabalhar", explicou à agência noticiosa francesa AFP Shafqat Soomro, responsável autárquico da aldeia de Ghari Khudar Baksh, onde foi edificado o mausoléu para o corpo de Zulfiqar Ali Bhutto, pai de Benazir e antigo primeiro-ministro (1971-1977), enforcado em 1979 pelo regime militar do general Zia ul-Haq que o tinha derrubado dois anos antes.

"As forças de segurança encarregar-se-ão da segurança no exterior do mausoléu e no interior é da nossa responsabilidade", adiantou.

A data de chegada de Bhutto é mantida secreta devido aos riscos de um novo atentado.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.