Pequim condena ataques no Paquistão


 

Lusa / AO online   Internacional   19 de Out de 2007, 11:53

O governo chinês condenou o ataque bombista de quinta-feira à noite em Carachi, no sul do Paquistão, que matou 130 civis mas que visava a antiga primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, noticia a imprensa estatal.
"A China condena severamente a explosão. Esperamos que o Paquistão mantenha a estabilidade social", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Liu Jianchao, citado pela agência Nova China.

Pelo menos 130 pessoas morreram na sequência dos ataques de quinta-feira numa parada em Carachi, a que Benazir Bhutto assistia após oito anos no exílio.

No final de Julho, um ataque suicida no sudoeste do país matou 30 paquistaneses, tendo como alvo uma coluna onde seguiam trabalhadores chineses, e um outro no início do mesmo mês vitimou três chineses que trabalhavam em Peshawar, no noroeste do país vizinho.

As autoridades do Paquistão atribuíram os ataques de Julho a militantes islâmicos tribais que pretendem minar as relações entre Islamabad e Pequim.

Num outro momento crítico, em Fevereiro de 2006, um grupo terrorista matou a tiro três engenheiros chineses na província de Baluchistão, a sudoeste.

A China é um dos principais aliados do Paquistão na cena internacional e o seu principal fornecedor militar, mantendo relações próximas com o actual governo de Pervez Musharraf.
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