Dívida dos hospitais às farmacêuticas reduz

Dívida dos hospitais às farmacêuticas reduz

 

Lusa / AO online   Nacional   16 de Nov de 2007, 10:43

O Governo garantiu aos deputados da comissão parlamentar de Orçamento e Saúde que a dívida dos hospitais públicos à industria farmacêutica em 2007 não será superior à do ano passado (646,1 milhões de euros).
Em sede de comissão conjunta de Orçamento e Finanças e Saúde, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, adiantou que a redistribuição de 300 milhões de euros, recorrendo à locação de verbas de serviços de tesouraria, servirá para não ultrapassar os valores da dívida de 2006.

"A dívida do final de 2007 não será superior à que havia em 2006", declarou.

A Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) referiu terça-feira que a recente injecção de 300 milhões nos hospitais poderá ter alguns reflexos nos próximos meses, mas que a descida do valor da dívida continuará a ser insuficiente.

Segundo o presidente da Apifarma, João Almeida Lopes, se o "Ministério da Saúde tem as contas controladas, não há motivos para as dívidas se acumularem e os valores em Setembro serem superiores aos do início de 2007".

Em resposta à interpelação da deputada social-democrata Ana Manso, o secretário de Estado lembrou que as dívidas dos hospitais à indústria "sempre existiram e que não devem ser usadas para questionar a honorabilidade das questões do Ministério".

O responsável argumentou ainda que a maioria dos laboratórios farmacêuticos são multinacionais e por isso podem suportar o facto de serem os últimos a receber o pagamento por parte dos hospitais portugueses.

Um relatório da indústria farmacêurica a que a Lusa teve acesso quinta-feira revela que a dívida total dos hospitais públicos à indústria farmacêutica aumentou em mais de um terço desde que o actual governo iniciou funções, ultrapassando já os 800 milhões de euros.

A factura dos hospitais públicos à indústria farmacêutica aumentou 34,7 por cento desde o início do mandato do governo de José Sócrates, em Março de 2005, até Setembro último, passando de 604,2 para 814,1 milhões de euros.
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