Em sete anos

Dissuasão da Toxicodependência já atendeu 731 casos

Dissuasão da Toxicodependência já atendeu 731 casos

 

Paula Gouveia   Regional   2 de Nov de 2007, 09:49

Entre 2001 e 2007 as Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência tiveram entre mãos 731 casos de toxicodependência.
A informação, disponibilizada pelo Governo Regional em resposta ao requerimento do grupo parlamentar do PSD/Açores sobre o funcionamento da Comissão para a Dissuasão da Toxicodepedência de Ponta Delgada, refere que 484 indivíduos em São Miguel, 176 na Terceira e 71 no Faial foram encaminhados pelas comissões das três ilhas para o tratamento nos centros de saúde, hospitais, comunidades terapêuticas e para outras instituições que prestam apoio psicológico, social ou outro.
No entanto a estrutura regional do PSD está apreensiva com as denúncias vindas a público sobre o mau funcionamento da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência de Ponta Delgada.
As queixas reportam-se à falta de uma equipa de acompanhamento, composta por psicólogos, assistentes sociais e advogados, como sucede no continente, e à ausência de uma estrutura de apoio para a aplicação de coimas ou medidas alternativas, o que provoca dificuldades de funcionamento e desmotiva as autoridades para encaminharem mais pessoas para a Comissão, segundo o próprio presidente daquele organismo.

Perguntas por responder
Segundo os parlamentares sociais-democratas , neste momento trabalham na Comissão para a Dissuasão da Toxicodepedência de Ponta Delgada apenas os três elementos da direcção, não existindo possibilidade de acompanhar casos na rua e investir na prevenção.
Não existe ainda nenhum estudo sobre a taxa de sucesso na recuperação dos indivíduos encaminhados para a Comissão. Por essa razão, os deputados sociais-democratas pediram que o Executivo explicasse as razões das carências e as medidas que o Governo Regional pretende concretizar para colmatar “as graves lacunas” da Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência.
Contudo, na resposta ao requerimento enviada ao parlamento, não se apresenta uma explicação para as carências existentes e denunciadas pela Comissão de Ponta Delgada.
Diz-se apenas que “para melhor articular o conjunto de respostas o Governo Regional continuará a investir na formação contínua dos membros das Comissões e reforçará a ligação das comissões com as demais instituições de apoio a toxicodependentes, no âmbito das parcerias e da Rede de Apoio à Mobilidade Humana”.
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