Num comunicado da Diocese às comunidades da Unidade Pastoral dos Arrifes, o bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, considera que o afastamento do pároco se trata de uma “circunstância inusitada”, afirmando que “nenhum facto chegado até então à Diocese faria antecipar tal desfecho”.
“Caso tivéssemos conhecimento de qualquer conflito ou queixa, fosse de quem fosse, a própria Diocese poderia ter mediado o necessário diálogo. Pensamos que este facto a todos entristece e que não era certamente desejado por nenhuma das partes”, afirma. Acrescenta ainda que “apesar dos esforços entretanto desenvolvidos, não será possível, para já, contar com um substituto a tempo inteiro”.
“Não se revela sequer viável a nomeação imediata de um administrador paroquial para as paróquias da Unidade Pastoral dos Arrifes. Tentaremos providenciar uma solução, mas a Diocese não dispõe de sacerdotes disponíveis”, afirma.
Nesse sentido, o bispo de Angra explica que foi encontrada uma “solução provisória”.
“A referida Unidade Pastoral conta com a generosidade do Padre José da Encarnação Betencourt Cabral, que continuará como vigário paroquial, assegurará as celebrações, contando com a colaboração pontual de outros sacerdotes para que, neste contexto, a população não fique privada das suas celebrações, nomeadamente Missas, Sacramentos e Funerais. Ao serviço das comunidades continuará também o diácono Valeriano André Costa Correia”, revela.
