Corrupção desportiva

Detidos dois árbitros e dirigentes do Sporting de Lamego


 

Lusa / AO online   Futebol   16 de Nov de 2007, 10:34

Fernando Dias e José Cunha, da Associação de Futebol de Viseu, são os árbitros detidos quinta-feira à noite por alegada corrupção desportiva, disse à Agência Lusa fonte conhecedora do processo.
A mesma fonte disse à Lusa que dois dirigentes detidos na mesma operação representam o Sport Clube de Lamego, primeiro classificado do campeonato da 1ª Divisão de Honra da AF Viseu, a principal competição de futebol no distrito.

Fernando Dias, natural de Silgueiros, Viseu, reside em Parada de Gonta, Tondela, localidade de onde é natural José Cunha, residente em São Miguel de Outeiro, no mesmo concelho.

Os dois dirigentes desportivos e os dois árbitros foram detidos pela PSP quinta-feira à noite em flagrante delito quando se preparavam para transaccionar dinheiro, em Tondela e Castro Daire.

A denúncia do alegado caso de corrupção que levou à detenção quinta-feira dos dirigentes e dos árbitros partiu de responsáveis pela arbitragem de Viseu, disse hoje à Lusa fonte ligada ao processo.

"Para nós isto não é uma surpresa. Por isso, ao sabermos do que iria passar-se entre dirigentes de um clube de Lamego que participa nos distritais e dois árbitros, também dos distritais, avançámos com a denúncia às autoridades", disse a mesma fonte.

Segundo o comandante Almeida Campos, o comando de Viseu da PSP recebeu a denúncia de que "iria haver transacção de dinheiro entre dirigentes desportivos e árbitros", tendo de imediato montado uma operação.

Os agentes policiais encontraram-nos "na altura em que os dirigentes desportivos passavam o dinheiro para os árbitros", fora dos carros, próximo de Tondela e de Castro Daire, contou.

Almeida Campos disse à Lusa que o árbitro detido em Tondela "tinha a esposa dentro do carro, que foi com ele receber o dinheiro e só não foi detida por se encontrar grávida".

O primeiro interrogatório judicial dos suspeitos está marcado para hoje de manhã, nas comarcas de Tondela e Viseu.

Almeida Campos explicou que, "como a denúncia foi feita pouco tempo antes da transacção, não houve tempo de dar conhecimento à Polícia Judiciária".
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