Governo garante ser uma situação pontual

Detectado caso de tuberculose bovina em São Miguel


 

Lusa / AO online   Regional   18 de Out de 2007, 12:42

O Governo açoriano revelou quinta-feira ter sido identificado este mês um caso de um animal com tuberculose bovina numa exploração de São Miguel, mas garantiu tratar-se de uma situação "pontual".
Uma nota da secretaria regional da Agricultura e Florestas adianta que foi identificado pelo Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel um animal com "uma reacção suspeita à prova de tuberculina".

A descoberta foi feita no âmbito das acções integradas no Plano Global de Sanidade Animal, tendo sido desencadeadas de "imediato" todas as medidas sanitárias que a situação exige.

A mesma fonte precisou que foi determinado à Divisão Veterinária daquele Serviço para proceder à tuberculinização de todo o efectivo de origem, a todas as explorações vizinhas do foco de origem e às contíguas a parcelas ou blocos das explorações pertencentes aos proprietários onde foi identificado o caso.

Foi ainda determinada a realização de um inquérito epidemiológico, bem como "a erradicação imediata da doença na exploração como garantia do excelente estatuto sanitário que a mesma continua a deter", acrescentou.

Este caso, segundo o departamento governamental, "é extraordinário e pontual, não interferindo nem colocando em risco o excelente estatuto sanitário" que a região detém.

O Governo açoriano indicou que nas acções desenvolvidas, de acordo com o Plano de Vigilância e Monitorização da Tuberculose Bovina, foram já rastreados 112.000 animais, "todos com resultados negativos".

"Conclui-se, por isso, com toda a segurança, que se trata de um caso totalmente isolado", frisou a secretaria regional, acrescentando que a detecção desta situação é reveladora da "excelente actuação" dos serviços na área da Sanidade Animal dos Açores, quer no diagnóstico como na análise.

Segundo o departamento governamental, no ãmbito das acções do Plano Global de Sanidade Animal, os serviços veterinários têm procedido à vigilância da Tuberculose Bovina, conforme o plano específico iniciado em 2004, com a duração de quatro anos, apresentado pelo Governo regional às autoridades veterinárias nacionais e comunitárias e pelas mesmas distinguido e aprovado.

A doença desenvolve-se lentamente, podendo demorar até 5 anos para que se verifiquem os sintomas.

Os animais parecem saudáveis por muito tempo e vão transmitindo a doença a outros animais e mesmo às pessoas.

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