Deputados do PS questionam Governo sobre eventuais contactos entre EUA e Portugal


 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Dez de 2008, 16:30

Os deputados do PS José Vera Jardim e Paulo Pedroso questionaram hoje o Governo sobre eventuais contactos dos EUA pedindo autorização a Portugal para a passagem de voos de transporte de prisioneiros para Guantánamo.

 Num requerimento entregue hoje no Parlamento, os deputados do PS perguntam ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, se “iniciou ou tenciona iniciar qualquer processo de averiguação da eventual existência de contactos” entre os Estados Unidos da América (EUA) e autoridades portuguesas semelhantes aos que o jornal El País noticiou terem existido em relação a Espanha.

    José Vera Jardim e Paulo Pedroso referem que o jornal espanhol El País divulgou na segunda-feira “um fac-simile de um alegado documento secreto” segundo o qual “o conselheiro político-militar dos EUA em Espanha contactou em Janeiro de 2002 o Ministério dos Negócios Estrangeiros desse país a fim de lhe dar conta que iria iniciar-se um processo de transferência de prisioneiros talibã e da Al-Qaeda para a base de Guantánamo e solicitando a autorização para, em determinadas circunstâncias, utilizar aeroportos espanhóis”.

    Os dois socialistas querem saber se existiram “contactos de teor semelhante com as autoridades portuguesas”, preterindo a questão de esses eventuais contactos estarem ou não documentados.

    Os deputados do PS perguntam a Luís Amado se tentou averiguar a existência desses eventuais contactos e se “está em condições de disponibilizar à Assembleia da República o que tiver apurado ou vier a apurar sobre a matéria”.

    O ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou na terça-feira, em Bruxelas, não ter “conhecimento de nenhum documento em Portugal nos arquivos quer do ministério dos Negócios Estrangeiros, quer do ministério da Defesa, que comprometam qualquer dos governos que estiveram em funções até ao momento em Portugal relativamente a essa matéria”.

    Luís Amado acrescentou que “há um inquérito na Procuradoria (Geral da República), que tem toda a liberdade de investigação e de acesso à informação”, defendendo que se deve “esperar serenamente pelo resultado dessa investigação”.


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