Deputados do PS questionam fecho de 13 dos 19 serviços de Finanças nos Açores

Deputados do PS questionam fecho de 13 dos 19 serviços de Finanças nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Set de 2013, 17:26

Os deputados do PS na Assembleia da República eleitos pelos Açores questionaram esta segunda-feira a ministra Maria Luís Albuquerque sobre o eventual fecho de 13 dos 19 serviços de Finanças no arquipélago.

Num requerimento enviado à ministra das Finanças, e a que a agência Lusa teve acesso, os deputados socialistas referem notícias da semana passada que, dizem, apontam para o encerramento de 13 dos 19 serviços existentes nos Açores e "o despedimento de cerca de 50% dos trabalhadores".

"Não se compreende mais este corte cego nos serviços de Finanças revelando um desconhecimento atroz da realidade insular, com todos os seus problemas de mobilidade inerentes", dizem os deputados no mesmo requerimento, perguntando à ministra se "confirma a possibilidade de várias ilhas ficarem sem quaisquer serviços de Finanças”, como é o caso das Flores, Corvo, Graciosa e Santa Maria.

Os deputados querem ainda saber "quais os estudos que foram feitos para fundamentar a redução dos serviços anunciados".

Na semana passada, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos disse à Lusa que receia que mais de 150 representações dos serviços de Finanças possam encerrar “pela calada” a seguir às eleições autárquicas, sobretudo no interior do país.

Com base num despacho da Autoridade Tributária e Aduaneira, de 06 de setembro, com os mapas de pessoal dos serviços de Finanças, com a indicação “do número de postos de trabalho de que cada um carece para o desenvolvimento das suas atividades” e correspondentes à categoria de técnico de administração tributária adjunto, Paulo Ralha concluiu que quase metade das representações, a nível nacional, pode fechar “já em outubro”.

Paulo Ralha sublinhou que "há várias regiões que preocupam" o sindicato, "sobretudo no interior": Guarda, Portalegre, Vila Real, Viseu, Beja, Évora e os Açores.

"Os Açores são um problema muito grave”, sublinhou.


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