Delegada de Saúde da Horta levanta restrições ao consumo de água na cidade

Delegada de Saúde da Horta levanta restrições ao consumo de água na cidade

 

Lusa/AO online   Regional   22 de Out de 2013, 17:39

A delegada de Saúde da Horta, Paula Bettencourt, levantou esta terça-feira as restrições à ingestão de água na cidade da Horta, três semanas depois de ter declarado que estava "imprópria" para consumo humano.

Num comunicado, a autoridade de Saúde revelou que a água da rede pública nas freguesias da Matriz e da Conceição "está própria para consumo humano" e pode ser ingerida "sem precauções".

A informação surge horas depois do novo presidente da Câmara Municipal da Horta, José Leonardo Silva, ter dito em conferência de imprensa, mas com reservas, que a água da rede pública já estava "em condições" de ser ingerida.

"Nós já fizemos chegar as análises à senhora delegada de Saúde e será ela a comunicar os resultados às instituições, mas podemos adiantar que a água já está em condições de ser consumida sem restrições", explicou o autarca socialista.

Na ocasião, o presidente do município explicou que a bactéria detetada teve origem em pequenas derrocadas e aluimento de terras, que terão arrastado inertes para a rede pública, na zona compreendida entre as nascentes e os reservatórios de água.

José Leonardo Silva admitiu que esta situação acontece regularmente nesta época do ano, embora os alertas da delegada de Saúde sobre a qualidade de água tenham sido pouco frequentes nos últimos anos.

Questionado sobre se terá existido "excesso de zelo" por parte da delegada de Saúde, o autarca respondeu que apenas que Paula Bettencourt fez o que entender ser correto.

O presidente da Câmara da Horta anunciou que vai investir em 2014, mais de 700 mil euros na construção e limpeza de reservatórios e substituição de condutas de água no concelho.

Apesar das explicações do autarca socialista, os vereadores do PSD no município, entregaram um requerimento ao presidente da Câmara a exigir mais informações sobre o caso, que consideram ter sido grave.

Os vereadores sociais-democratas requereram cópias dos resultados das análises à água efetuadas desde o dia 1 de julho até à atualidade, e informações sobre os procedimentos internos adotados pelo município.


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