Défice no combate à fraude

Défice no combate à fraude

 

Lusa/AOonline   Nacional   6 de Dez de 2008, 17:34

O Bloco de Esquerda afirmou hoje que existe "défice democrático em Portugal no combate à fraude e branqueamento de capitais", defendendo "a criação de juízos especializados" e o aumento de "competências no sistema de justiça" para punir estes crimes.
 Falando dos casos do Banco Português de Negócios (BPN) e do Banco Privado Português (BPP), que considerou serem uma "catástrofe nacional", Louçã disse haver "défice democrático em Portugal" e defendeu que actualmente não existe "combate à fraude fiscal nem ao branqueamento de capitais".

    As propostas "sobre a crise do sistema financeiro" integram o projecto de resolução aprovado hoje pela mesa nacional do Bloco de Esquerda.

    "Deve haver competência no sistema de justiça para prevenir e punir estes crimes (...) aumentar as penas de prisão para este género de crimes, a criação de juízes especializados técnica e juridicamente para saber o que se passa nas transacções da finança internacional", defendeu hoje o líder do Bloco, Francisco Louçã, no final da última reunião da mesa nacional do partido antes da Convenção, que terá lugar a 6, 7 e 8 de Fevereiro do próximo ano.

    "É necessário o combate ao crime financeiro, estamos na evidência do pântano que está instalado", referiu o líder partidário, a propósito do BPN e do BPP, acrescentando que o Presidente da República e Manuel Dias Loureiro deveriam "esclarecer o imbróglio", para que seja feito o "apuramento das responsabilidades políticas".

    "Rejeitamos a nacionalização de prejuízos e a protecção aos accionistas e banqueiros que exigem o dinheiro dos impostos para pagar a especulação. No caso BPN só a nacionalização de todo o grupo Sociedade Lusa de Negócios e a responsabilização integral dos seus proprietários e gestores permite uma solução que proteja o emprego dos trabalhadores e o dinheiro dos contribuintes (...) no do BPP, os seus activos devem ser vendidos para cobrir prejuízos, que devem ser de exclusiva responsabilidade do banco e não do Estado", lê-se no projecto de resolução dos bloquistas.


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