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Debate quinzenal com o primeiro-ministro remarcado agora para 19 de fevereiro

Governo e os partidos chegaram a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares



O Governo requereu ao presidente da Assembleia da República novo adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, devido ao agravamento da situação na região centro em consequência das condições meteorológicas extremas.

Face a este pedido do executivo PSD/CDS, José Pedro Aguiar-Branco iniciou de imediato uma ronda de consultas junto dos partidos, uma vez que a remarcação da data do debate quinzenal requeria unanimidade.

Na sequência de vários contactos, o presidente da Assembleia da República conseguiu um consenso no sentido de remarcar o debate quinzenal, com a presença de Luís Montenegro, para a próxima quinta-feira, às 15h00.

Esta manhã, também, o PS anuiu ao novo pedido do Governo de adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, mas exigiu uma garantia do executivo de que o debate se realizasse dias 19 ou 20 de fevereiro, o que foi aceite.

Pouco depois, em conferência de imprensa, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo disse que esse debate sobre a devastação do território nacional continental por causa da série de tempestades já devia ter acontecido na semana passada, tal como este partido exigiu. Adiantou, porém, que a bancada comunista “não faria finca-pé” contra o pedido de adiamento do Governo.

Na quarta-feira, devido à situação na região de Coimbra, atingida por inundações, os partidos, por consenso, após uma reunião da conferência de líderes extraordinária, remarcaram o debate quinzenal para sexta-feira. Uma decisão que possibilitou que Luís Montenegro se deslocasse às zonas do rio Mondego atingidas pelas inundações, juntamente com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Agora, o Governo considera que se assistiu a um novo agravamento substancial das condições meteorológicas extremas após a reunião da conferência de líderes de quarta-feira à tarde – altura em que se decidiu remarcar o debate para sexta-feira, às 10h00.

O Governo entende que não se encontram reunidas as condições para a realização do debate quinzenal no parlamento, já que o primeiro-ministro, entre outras razões, tem necessidade de estar no terreno, no acompanhamento direto da situação.

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