Crédito malparado atingiu novos máximos em agosto

Crédito malparado atingiu novos máximos em agosto

 

Lusa/AO online   Economia   8 de Out de 2012, 15:49

O crédito malparado atingiu em agosto 15,6 mil milhões de euros, batendo máximos tanto nos empréstimos às famílias como às empresas, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal.

O principal problema no crédito malparado está nas empresas, ao ascender a 10.546 milhões de euros em agosto, o valor mais elevado desde que o BdP disponibiliza dados (1997).

Face ao total de crédito concedido às empresas em agosto (108.515 milhões de euros), o malparado representa 9,81 por cento do total.

O valor do malparado nas empresas significa mais 55 por cento do que os 6.879 milhões registados no final do ano e mais 64 por cento do que no mesmo mês de 2011.

Nos empréstimos aos particulares a cobrança duvidosa fixou-se nos 4.977 milhões de euros, mais 6,48 por cento do que o registado no início do ano e mais 10,18 por cento face ao mesmo mês do ano passado.

O malparado nos particulares representa 3,66 por cento dos 136.017 milhões de ‘stock’ de crédito em agosto.

Por destinos de crédito, na Habitação o malparado subiu para 2.186 milhões em agosto, no Consumo para 1.567 milhões e nos empréstimos para Outros Fins 1.224 milhões.

Apesar de a cobrança duvidosa ser maior, em valores absolutos, nos empréstimos à habitação, este representa apenas 1,96 por cento do total concedido para este fim.

Os empréstimos destinados ao consumo são os mais penalizados no malparado, com 11,40 por cento, seguido de Outros Fins com 10,88 por cento.

No total, o crédito malparado ascendeu em agosto a 15,6 mil milhões de euros.


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