PJ faz buscas em três ilhas dos Açores e em Lisboa por suspeita de favorecimento de companhia aérea

A Policia Judiciária realizou, esta terça-feira, nas ilhas de São Miguel, Terceira e Faial, bem como em Lisboa, uma operação policial, no âmbito de um inquérito que investiga a "prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou subvenção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poderes" e constituiu cinco arguidos



De acordo com comunicado da PJ, em causa estão suspeitas do "favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional dos Açores 2030".

No âmbito das diligências realizadas, "foram recolhidos importantes elementos de prova dos factos em investigação, tendo sido constituídos cinco arguidos", adianta a nota da Polícia Judiciária.

O Açoriano Oriental apurou, junto do Governo Regional dos Açores, que foram realizadas buscas na Direção Regional do Turismo e na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais, bem como na sede da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, em Ponta Delgada.

Ao Jornal Açoriano Oriental, Nuno Melo Alves, diretor regional do Planeamento e Fundos Estruturais, confirmou a realização das buscas, referindo que estão a colaborar com a Polícia Judiciária. E afirmou, ainda, que as buscas decorrem no âmbito de uma investigação "relacionada com a promoção turística".

O comunicado da PJ refere que a Unidade Nacional de Combate à Corrupção dará continuidade à investigação, procedendo à análise aos elementos probatórios recolhidos, com vista a determinar apuramento integral das responsabilidades criminosas e assegurar a conclusão célere da investigação.

Na operação designada de "Last Call" participaram 65 elementos da Policia Judiciária, além de dois juízes de instrução criminal, cinco magistrados do Ministério Público, dois elementos da Ordem dos Advogados e três elementos do Núcleo de Assessoria Técnica do Ministério Público.

O inquérito corre termos no DIAP Regional de Lisboa.

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