Açoriano Oriental
Açores/Eleições
Coordenadora do BE quer riquezas do arquipélago ao serviço das pessoas

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu que as riquezas dos Açores devem ser colocadas ao serviço da população e não de grandes grupos económicos, que promovem a precariedade, dando como exemplo o Porto da Praia da Vitória.

Coordenadora do BE quer riquezas do arquipélago ao serviço das pessoas

Autor: Lusa/AO Online

“É preciso dignidade de quem trabalha, combater a precariedade e é preciso que os açorianos e açorianas tenham mão, decisão e poder da sua extraordinária riqueza, para que o desenvolvimento não seja para enriquecer alguns, mas seja para a qualidade de vida e a dignidade de todos e de todas”, afirmou.

Catarina Martins falava à margem de uma visita ao Porto da Praia da Vitória, acompanhada pela cabeça de lista do partido pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, Alexandra Manes, no sexto dia de campanha para as eleições legislativas dos Açores.

O Governo Regional prevê concessionar a gestão do terminal de ‘transhipment’ do Porto da Praia da Vitória a um privado por 75 anos, o que, para o Bloco de Esquerda, é um erro.

“Acho que a Praia da Vitória, que tem esta posição geoestratégica tão especial, deve saber ganhar com essa riqueza, mas também aprender com as experiências que correram mal para não repetir esses erros”, frisou a coordenadora do BE, alegando que vários portos no continente português estão entregues a concessionários privados que têm “práticas laborais muito agressivas” e em que “as pessoas são contratadas ao dia”.

Nos Açores, disse, têm-se multiplicado “obras sobredimensionadas”, que depois não se têm traduzido na melhoria dos rendimentos da população.

“Temos visto ao longo de mais de duas décadas de maioria absoluta do Partido Socialista algo que é muito paradoxal e preocupante que é: a riqueza dos Açores tem vindo a crescer, mas a pobreza também, as desigualdades também e com dados muito preocupantes, como, por exemplo, esta ser a região com o maior abandono escolar precoce”, alertou.

Questionada sobre as expectativas do BE nestas eleições regionais, Catarina Martins disse estar “muito confiante no trabalho que o Bloco dos Açores tem feito”, acrescentando que aguardará “serenamente e com humildade os resultados eleitorais”.

A coordenadora do BE deixou ainda um apelo para que a população não se deixe paralisar pelo medo e vote.

“Ir votar, escolher, ser exigente na construção deste futuro é extremamente importante neste momento”, sublinhou.

Para a candidata do BE pela ilha Terceira, Alexandra Manes, o Porto da Praia da Vitória e o Aeroporto das Lajes podem ser “a alavanca da economia” da ilha e dos Açores, mas para isso é preciso que a Força Aérea norte-americana abandone a base das Lajes.

“Os americanos tiveram uma importância socioeconómica que não podemos descurar, mas também deixaram uma pegada ambiental enorme, que não se encontra resolvida. O essencial é que saiam daqui e que nos deixem tirar usufruto das riquezas que estão a ser condicionadas por essa presença militar”, frisou.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.


 
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