Congressos da APAVT potenciam turismo

Congressos da APAVT potenciam turismo

 

Lusa/AO online   Nacional   5 de Dez de 2007, 11:06

Os locais que recebem congressos anuais da associação das agências de viagens, APAVT, registam acréscimos de cerca de 20 por cento no número de turistas nos anos seguintes, mas Moçambique foi a excepção.
     Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), João Welsh defendeu que além da notoriedade que os destinos têm junto dos participantes do evento, os clientes também vão usufruir dos conhecimentos que os agentes adquiriram ao visitar vários pontos dos locais.

    João Welsh falava à margem do XXXIII Congresso da APAVT que decorre até quinta-feira em Búzios, no Estado brasileiro de Rio de Janeiro.

    E Búzios, tal como os Açores, em 2006, e outros destinos, também vai “beneficiar de uma taxa de crescimento acima de 20 por cento” no número de turistas portugueses.

    Entre as regiões brasileiras que já receberam congressos da APAVT estão Natal, Fortaleza, Salvador da Bahia ou Florianópolis.

    “A APAVT escolhe destinos com elevado de grau qualidade”, com características que permitem receber turistas e, em vários casos, como Fortaleza, no nordeste do Brasil, apostar em vôos charter (ligações não regulares) contratados pelos operadores.

    Em Moçambique, onde a APAVT realizou o seu congresso anual, em Maputo, em 2005, a situação não foi assim devido “às dificuldades de transporte aéreo ainda existentes”.

    Ali, “não se conseguiu o que foi atingido em outros destinos, embora alguns operadores nacionais tivessem dado especial atenção” a Moçambique, o que acabou por gerar algum negócio, explicou João Welsh.

    No entanto, o vice-presidente da APAVT explica que “os preços são muito elevados, também devido ao transporte aéreo, tratando-se de um destino para nichos de mercado que não geram um volume de turistas tão significativo”.

    Para este responsável do sector, os congressos da APAVT permitem o conhecimento de várias vertentes e produtos do destino onde se realiza o que é uma vantagem para aqueles turistas que privilegiam “a relação humana e de atenção” no aconselhamento com o seu agente de viagens.

    O administrador de um dos operadores portugueses mais relevantes no mercado moçambicano, a TerraÁfrica (da Sonhando, empresa participada pelo grupo Pestana) transmitiu à agência Lusa as dificuldades que enfrenta na sua operação naquele país e que coincidem com a situação apontada por João Welsh.

    “Com o estrangulamento aéreo temos problemas em obter lugares nos aviões, principalmente na época alta”, explicou Eduardo Pinto Lopes.

    Mas, mesmo assim, para 2008 vai manter o seu programa e estuda mesmo um novo pacote com África do Sul.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.