Sudão

Condenação da professora britânica é "um absurdo"


 

Lusa / AO online   Internacional   3 de Dez de 2007, 11:00

O investigador universitário muçulmano Tariq Ramadan considerou esta segunda-feira “verdadeiramente absurda” a condenação no Sudão de uma professora britânica por ter deixado alunos, de seis e sete anos, chamar Maomé a um urso de peluche.
“Utilizar e instrumentalizar a história de uma inocente professora britânica para mostrar quanto se ama o Islão é verdadeiramente absurdo e deve ser rejeitada sem qualquer restrição”, defendeu Ramadan num artigo de opinião publicado no jornal suíço Le Temps.

“É simplesmente uma vergonha! Em nome do Islão, pessoas inocentes, pobres, mulheres são acusados, presos, algumas vezes sovados, algumas vezes executados sem qualuqer prova e, pior ainda, sem qualquer meio para se defenderem adequadamente”, denunciou Tariq Ramadan.

Tariq Ramadan defendeu ainda que são necessárias “uma profunda reforma e uma imperiosa reavaliação”.

A professora britânica, Gillian Gibbons, de 54 anos e condenada a 15 dias de prisão e posterior expulsão do país, foi hoje indultada pelo Presidente do Sudão, Omar al-Béchir.

Tariq Ramadan, neto do fundador dos Irmãos muçulmanos, é actualmente investigador do departamento de estudos sobre o Islão da Universidade de Oxford.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.