Comissão política do PS reúne com situação política na agenda

Comissão política do PS reúne com situação política na agenda

 

Lusa/AO Online   Nacional   6 de Out de 2011, 07:55

 A comissão política nacional do PS reúne-se hoje à noite com a análise da situação política e da situação financeira do partido na ordem de trabalhos.

 

A poucos dias das eleições na Madeira, a situação financeira da região autónoma não deverá, contudo, passar ao lado dos assuntos a debater pela comissão política, órgão de direção alargada socialista.

No fim-de-semana, quando se deslocou à Madeira para participar nas eleições para as regionais de 09 de outubro, o secretário-geral socialista, António José Seguro, acusou o primeiro-ministro e líder do PSD, Pedro Passos Coelho, de ser "cúmplice por omissão" relativamente à situação na Madeira e de estar a "proteger Alberto João Jardim e a pouca vergonha que se passa" no arquipélago.

A situação financeira da Madeira motivou mesmo António José Seguro a pedir uma audiência com carácter de urgência ao Presidente da República, que decorreu na segunda-feira no Palácio de Belém.

À saída, numa declaração aos jornalistas, o secretário-geral do PS escusou-se a revelar pormenores sobre o encontro com o chefe de Estado, adiantando apenas que dois assuntos: a situação na Madeira e a situação financeira do país.

Na altura, António José Seguro aproveitou também para reafirmar que "o país deve cumprir todos os compromissos internacionais", recordando que o PS "está vinculado ao cumprimento desses compromissos".

Contudo, avisou, "para que esses compromissos sejam bem sucedidos, é necessário que exista um bom diálogo institucional, uma partilha de informação, de modo a que os principais responsáveis pela execução desse compromisso sejam bem sucedidos".

As recentes críticas de ex-dirigentes socialistas à linha política seguida pela direção da bancada parlamentar também poderão ser levadas à discussão, depois de na semana passada alguns deputados terem defendido uma demarcação política mais vincada face à maioria PSD/CDS.

Nessa mesma reunião da bancada socialista, vários deputados defenderam ainda a necessidade de o PS viabilizar a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2012, argumentando que o sinal externo dado pelo país é mais importante que o conteúdo do documento.

Contudo, já nesta segunda-feira, em declarações aos jornalistas no final de uma reunião do Secretariado Nacional, o dirigente João Ribeiro garantiu que o PS só decidirá o sentido de voto em relação ao próximo Orçamento do Estado depois de o Governo apresentar o documento à Assembleia da República.

A comissão política nacional, eleita em meados de setembro a partir de uma ‘lista de consenso' entre António José Seguro e Francisco Assis, tem 65 membros (44 indicados pelo secretário-geral e 21 pelo antigo líder parlamentar).


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