Comissão de Trabalhadores da RTP questiona escolha de novo Diretor de Informação

Comissão de Trabalhadores da RTP questiona escolha de novo Diretor de Informação

 

Lusa/AO Online   Nacional   31 de Dez de 2013, 05:31

A Comissão de Trabalhadores da Rádio Televisão Portuguesa (RTP) emitiu hoje novo comunicado a propósito das mudanças na empresa, questionando "os fundamentos da opção" por José Manuel Portugal para Diretor de Informação (DI).

Em comunicado, intitulado “Um esclarecimento que faria falta”, os representantes dos trabalhadores da RTP afirmam que, “a bem das condições de credibilidade que qualquer DI necessita para um eficaz exercício do cargo”, a administração da RTP, liderada por Alberto da Ponte, deve esclarecer “os fundamentos da opção por José Manuel Portugal”, em substituição de Paulo Ferreira.

A demissão de Paulo Ferreira do cargo de DI da RTP foi conhecida na sexta-feira à noite, tendo este alegado tratar-se de uma "decisão pessoal" e também o que entende ser o que "melhor defende os interesses gerais da RTP".

A administração aceitou o pedido de demissão e nomeou José Manuel Portugal para o cargo, decisão que aguarda agora o parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

“Neste momento, é natural que todos - trabalhadores, público, imprensa, parlamento - nos perguntemos quem é o novo responsável pela informação da estação pública, que provas deu até agora, que competências o vocacionam para o cargo e que metas lhe foram fixadas”, escreve a CT, no comunicado divulgado hoje.

Já no sábado, a CT havia reagido à notícia da demissão de Paulo Ferreira sem surpresa.

“A demissão de Paulo Ferreira era esperada, porque alguém que perde a confiança da sua redação tem que sair, e só peca por tardia", disse à Lusa Camilo Azevedo, da CT, numa alusão ao plenário de jornalistas que, em outubro, culminou na retirada de confiança à Direção de Informação da RTP, por esta ter aceitado participar no processo de avaliação para a elaboração de listas de jornalistas a colocar na mobilidade.

A saída de Paulo Ferreira “era uma questão de tempo” e o caso demonstra “a lapalissada segundo a qual o curriculum jornalístico não é suficiente garantia de adequação ao cargo de DI”, reitera a CT no comunicado de hoje.


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