Colheitas de sangue diminuem em relação ao ano passado

Colheitas de sangue diminuem em relação ao ano passado

 

Lusa/AO online   Nacional   25 de Set de 2012, 17:48

As reservas de sangue do país contam cada vez mais com o contributo de novos dadores mais jovens, mas ainda assim as dádivas deste ano foram inferiores às do ano passado, revelou o presidente do instituto do sangue.

Fazendo um balanço das campanhas de colheita de sangue no verão, o presidente do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) revelou que houve 45.991 dadores, menos 1.327 no que no mesmo período de 2011 (47.318).

No entanto, Helder Trindade salientou o facto de se terem registado 8.486 novos dadores, o que corresponde a 18,5% do total de inscritos (no ano passado os novos dadores representavam 12,8% do total).

Além disso, estes novos dadores apresentavam uma média de idades de 33 anos nas mulheres e de 34 anos nos homens, comparativamente com a média geral de 41 anos nos homens e 39 nas mulheres, o que “mostra que a juventude se encontrou envolvida”.

Apesar de os resultados das colheitas continuarem inferiores aos do ano passado, Helder Trindade sublinha que a campanha de verão permitiu “ultrapassar esta etapa de menor colheita, sem que houvesse falta de sangue nos hospitais”.

Desta forma foi possível inverter a quebra de 16% nas dádivas de sangue que se verificou até julho, tendo este acumulado descido para 14% no final de agosto.

“Não deixou de haver quebra, só não é tão acentuada, havendo dados de recuperação”, disse, alertando ser provável que o número continue a aumentar, já que a campanha de verão continua mais alguns dias.

Segundo o responsável, à data de hoje a reserva nacional de sangue encontrava-se acima das 11 mil unidades, sendo que com mais de oito mil unidades, considera-se que a “situação é segura”.

As quebras nas dádivas que se vinham registando e o facto de os meses de verão serem “mais difíceis” levou o IPST a lançar uma campanha alargada com várias medidas, entre as quais Helder Trindade destacou o call centre, que contacta todos os dadores que não dão sangue há mais de um ano.

“Só durante este período, o call centre realizou 10.563 telefonemas, tendo mobilizado 1.801 dadores, o que corresponde a uma taxa de sucesso de 17,05%”, disse.

Helder Trindade afirmou que as colheitas do IPST cobrem 59% das necessidades do país, cabendo aos hospitais os restantes 41%.

Do total, mais de metade é feita com a cooperação das cerca de 170 associações de dadores de sangue existentes a nível nacional, que contam com um financiamento do IPST de aproximadamente 600 mil euros por ano.

Questionado sobre se está previsto algum corte nestes apoios, Helder Trindade disse que a proposta de orçamento já está em discussão e que não há qualquer indicação nesse sentido, até porque “um corte sério poderia causar dificuldades nas associações”.


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