Assembleia Legislativa dos Açores

Chumbada proposta para harmonizar subsídios aos clubes desportivos


 

Lusa / AO online   Outras modalidades   29 de Out de 2007, 21:46

A maioria socialista na Assembleia Legislativa dos Açores chumbou segunda-feira à noite uma proposta do PSD que pretendia "harmonizar" os subsídios a atribuir aos clubes desportivos do Arquipélago.
Os sociais-democratas diziam não compreender como é que modalidades com "notoriedade e visibilidade muito semelhantes", como é o caso do basquetebol, andebol, hóquei em patins e voleibol, por exemplo, recebem "níveis de apoio tão diferenciados", embora estejam todos "no mais elevado patamar desportivo nacional".

Para Cláudio Lopes, da bancada do PSD, os referidos subsídios, atribuídos no âmbito da promoção do Açores no mercado nacional, prejudicam determinados clubes e modalidades.

Segundo o parlamentar social-democrata, o caso mais gritante da "falta de critérios" é o que se verifica entre equipas que praticam a mesma modalidade mas de sexos diferentes.

É o caso do voleibol, em que as equipas de masculinos nos Açores chegam a receber cinco vezes mais do que as equipas de femininos, embora ambos militem na primeira divisão nacional da modalidade.

Ao todo, o Governo Regional atribui mais de três milhões de euros para a promoção dos Açores aos clubes desportivos que militam nos principais escalões da modalidade.

Para o deputado do CDS/PP, Artur Lima, a "ausência de critérios" nesta área, demonstra bem que "este é um subterfúgio do Governo para dar o que quer, a quem quer".

O parlamentar do PP considera que os argumentos utilizados pelo PS e pelo Governo para sustentar este tipo de apoios, são "surrealistas" e deu como exemplo um subsídio de cem mil euros atribuído a um clube, para a promoção dos produtos açorianos.

A bancada do PS, através da deputada Mariana Matos, repetiu exaustivamente os critérios subjacentes a estes apoios, destacando a cobertura noticiosa das provas desportivas, o número de pessoas que assiste aos espectáculos e o impacto que as modalidades têm no mercado nacional, entre outros.

O secretário regional da Educação e Ciência, Álamo Meneses, justificou o financiamento nesta área com o "grau de exposição pública" que as modalidades (algumas mais do que outras), têm no Continente, o "mercado alvo" desta promoção.

Justificações que não foram bem aceites pela oposição mas que, apesar de tudo, vão continuar a vigorar, já que o Governo se recusa a alterar o diploma.

O Parlamento açoriano aprovou, por outro lado, por unanimidade, uma proposta do CDS/PP que cria um novo regime de concessão de bolsa de estudo para a frequência do internato complementar de Medicina.

O diploma define novos apoios a atribuir aos médicos bolseiros que assinarem contratos com a Região para exercerem a actividade no Arquipélago, prevendo também penalizações financeiras mais graves para aqueles que rescindam os acordos com o Governo dos Açores.

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