Saúde

Cheques-dentista chegam a crianças e jovens

Cheques-dentista chegam a crianças e jovens

 

Lusa/AOonline   Nacional   11 de Nov de 2008, 16:41

O cheque-dentista vai passar a ser distribuído às crianças e jovens de quatro, cinco, sete, dez e 13 anos em 2009, num investimento de mais de 25 milhões de euros, anunciou a ministra da Saúde.
Actualmente, os cheques são distribuídos a grávidas seguidas nos centros de saúde e a idosos que recebem o complemento solidário.

    Falando na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, Ana Jorge lembrou que o número de cáries dentárias tem “vindo a diminuir substancialmente” graças ao trabalho que tem sido feito ao nível da prevenção.

    “Agora, vamos apostar também no tratamento das cáries. Todas as crianças que frequentam a escola pública terão acesso a cuidados de saúde oral e, quando necessário, a cheques-dentista”, anunciou.

    Segundo as contas da governante, serão abrangidas 190 mil crianças dos sete, dez e 13 anos, somando-se ainda mais 20 mil cheques-dentista a crianças de quatro e cinco anos.

    A ministra voltou a referir que, no próximo ano, 50 por cento do total de cirurgias já sejam feitas em ambulatório.

    Ainda neste campo, referiu que a taxa moderadora da cirurgia fora dos blocos será igual ao valor cobrado por um dia de internamento: 5,10 euros.

    Em Janeiro próximo entrará em vigor a dispensa de medicamentos para doentes operados em ambulatório para responder a necessidades para um tratamento até cinco dias “após a intervenção cirúrgica e sem encargos para os doentes”.

    Doze milhões de euros é o valor definido para adaptar as infra-estruturas para a cirurgia em ambulatório.

    Para combater a falta de médicos voltará a registar-se um aumento no número de vagas nos cursos e em relação ao internato será novamente contemplada a especialidade de Medicina Geral e Familiar, que este ano representa 28 por cento de todas as vagas (300 vagas).

    “Seguem-se outras especialidades como Obstetrícia/Pediatria, Anestesiologia, Urologia, Psiquiatria e Saúde Pública”, afirmou.

    Sublinhou ainda a criação de novas regras de contratação de médicos através de empresas, com a definição de tabelas sobre preços/hora.

    A ministra sublinhou ainda o “empenho do Governo no reforço das carreiras técnicas da saúde, sejam médicos, enfermeiros ou outros, com a convicção de que o princípio do primado da hierarquia técnica é um dos garantes das boas práticas e da formação das futuras gerações”.

    Os cuidados de saúde primários, com o objectivo de 250 unidades de saúde familiar (USF), e os cuidados continuados, com o aumento para sete mil do número de camas e a integração na rede do apoio domiciliário, também continuam a integrar a lista de prioridades.

    Existem agora 145 USF e 2.800 camas na rede dos cuidados continuados.

    Na lista do próximo ano está ainda o impulso da reforma da Saúde Mental, prevendo-se a criação de serviços de psiquiatria de doentes agudos em todos os hospitais gerais e atenção especial nos cuidados na comunidade, num investimento de cinco milhões de euros.

    Haverá ainda uma “clara aposta no reforço da prevenção do cancro”, com a governante a referir os resultados positivos dos rastreios ao cancro do colo do útero no Centro e Alentejo e a lembrar o calendário paras as restantes regiões.

    “Os rastreios de cancro da mama e colón vão ver a sua área de cobertura alargada”, sublinhou a ministra, indicando o montante de 25 milhões de euros para a prevenção do cancro.

    O combate à obesidade fecha a lista enumerada aos deputados: a minista revelou que o Ministério da Saúde vai investir dez milhões de euros para o tratamento cirurgico da obesidade mórbida, para abranger cerca de 2.240 doentes por ano.

    Ana Jorge lembrou ainda que a tutela não recorreu a um orçamento rectificativo. “Demos continuidade à política de rigor das nossas contas”, disse.

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