A estrada, que liga as freguesias do Raminho e da Serreta, esteve encerrada durante mais de dois anos e foi inaugurada no dia 29 de maio pelo presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, e aberta à circulação automóvel.
"No entanto, depois de uma visita do Chega ao local e de relatos e preocupações de terceirenses, não se percebe se a obra já foi totalmente concluída ou se parte dos trabalhos ficou por executar", referiu o partido em comunicado.
Assim, o grupo parlamentar enviou um requerimento ao executivo regional, através da Assembleia Legislativa, a questionar "se falta ainda finalizar a obra, nomeadamente ao nível da reposição do coberto vegetal e da recuperação paisagística da zona intervencionada".
Os parlamentares lembram que se trata de uma obra realizada numa zona de grande sensibilidade ambiental e paisagística, pelo que, na sua opinião, a recuperação dos terrenos afetados e a reposição do coberto vegetal "não podem ser tratadas como meros detalhes de última hora".
O partido quer saber se a obra já foi formalmente rececionada pelo Governo Regional, quais os trabalhos que ainda possam estar pendentes, quanto custou a empreitada e se existem relatórios de fiscalização que confirmem o cumprimento integral das obrigações ambientais.
O Chega açoriano solicita, ainda, acesso a toda a documentação oficial relativa à obra, para que a situação "possa ser analisada com total transparência".
O deputado Francisco Lima, citado na nota, refere que os contribuintes pagaram a intervenção e "têm o direito de saber exatamente o que foi feito, o que falta fazer e quanto custou".
O parlamentar lembra que o partido tem acompanhado o processo desde o início e garante que vai continuar a pugnar para que todas as obras públicas "sejam executadas com transparência, em nome de todos os açorianos".
