Cerca de 85 por cento das portuguesas recorre ao uso de métodos contraceptivos


 

Lusa/ AO   Nacional   24 de Set de 2007, 09:39

Cerca de 85 por cento das mulheres portuguesas em idade fértil e sexualmente activas utiliza métodos contraceptivos, indicam os dados mais recentes do Inquérito Nacional de Saúde, avançados hoje por Carlos Dias, do Observatório Nacional de Saúde.
Os indicadores sobre a contracepção em Portugal vão ser divulgados num colóquio que decorrerá terça-feira e que pretende fazer o lançamento nacional do primeiro Dia Mundial da Contracepção, que, a partir deste ano, passará a ser assinalado no dia 26 de Setembro.

    Em Portugal, "85 por cento dos entrevistados usa métodos contraceptivos, enquanto 15 por cento não utiliza qualquer contraceptivo", disse à Lusa Carlos Dias, adiantando que os índices mais baixos de utilização de contraceptivos registam-se no Alentejo, onde apenas 81,4 por cento das mulheres usa contraceptivos, em contraste com a zona Centro, com mais de 87 por cento das mulheres a recorrerem a métodos contraceptivos.

    O valor mais baixo de uso de contraceptivos mantém-se no escalão etário mais jovem, dos 15 aos 19 anos, e a mais elevada concentra-se nas faixas etárias intermédias, dos 25 aos 29 anos e dos 30 aos 34 anos.

    O director executivo da Associação de Planeamento para a Família (APF), Duarte Vilar, adianta entretanto que as portuguesas utilizam "métodos modernos, onde a pílula aparece com uma posição muito forte e central".

    Apesar do balanço positivo que faz da realidade portuguesa no uso de contraceptivos, Duarte Vilar destaca que, ainda assim, existe um grupo de mulheres que embora sejam sexualmente activas e não queiram engravidar, não utilizam qualquer método de contracepção, daí a necessidade de discutir "perspectivas de intervenção dirigidas grupos específios de mulheres".

    O director executivo da APF alertou para casos de ruptura de stocks de métodos contraceptivos que são disponibilizados gratuitamente nos centros de saúde.

    O responsável lembrou ainda que, apesar da pílula comparticipada ser relativamente acessível nas farmácias, há muitas famílias com baixo rendimento familiar que podem não conseguir suportar esse gasto.

    Os questionários do Inquérito Nacional de Saúde são referentes ao período de Fevereiro de 2005 a Fevereiro de 2006 e foram recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística, tendo sido questionadas mais de 41 mil pessoas.
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