Defesa

Cerca de 70 raparigas participaram no Dia da Defesa Nacional


 

Lusa/AOonline   Nacional   28 de Out de 2008, 14:17

Cerca de 70 raparigas estiveram presentes nas sessões que assinalaram o Dia da Defesa Nacional, no primeiro ano em que o Ministério da Defesa alargou a iniciativa à participação feminina.
Débora Freixo, de 17 anos, compareceu ao Dia da Defesa Nacional com alguma curiosidade sobre as Forças Armadas, mas sem qualquer vontade de um dia vir a integrar uma força militar.

    Já Carina Monteiro, de 18 anos, que também esteve na base naval do Alfeite, em Almada, para assistir a palestras e outras actividades enquadradas neste dia, tem como objectivo vir a integrar a Força Aérea, mas não sem alguns receios.

    "Tenho um bocado de medo da recruta", confessou a jovem que gostava de prosseguir os estudos na Força Aérea, para seguir uma carreira nas áreas de Marketing ou Psicologia.

    Apesar de divergirem nas opções para o futuro, as duas jovens concordam com o alargamento da participação no Dia da Defesa Nacional às mulheres, este ano ainda como experiência-piloto, mas a partir de 2009 com carácter de obrigatoriedade.

    Débora e Carina integraram o grupo das primeiras 70 jovens convidadas a participar no Dia da Defesa Nacional, um dia que o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, considerou "importante na medida em que representa um passo mais na igualdade de oportunidades".

    "Este é um dia especial, na medida em que, fruto da simplificação do processo de recenseamento, que se tornou universal e automático, se permitiu o alargamento às mulheres", declarou o ministro aos jornalistas, depois de ter falado para os cerca de 150 jovens presentes no Alfeite.

    Questionado sobre a eficácia deste dia que pretende ser de divulgação das Forças Armadas junto dos jovens portugueses, para que eventualmente integrem uma força militar, Severiano Teixeira disse que as sessões dedicadas a este dia não são de recrutamento, mas no que diz respeito às mulheres, o ministro afirmou que espera que sirvam para aumentar a percentagem feminina nas forças militares, que, actualmente, se encontra ao mesmo nível que a de outros países membros da NATO e da União Europeia.

    Desde que foi instituído em 2004, já passaram pelo Dia da Defesa Nacional cerca de 210 mil jovens, dos quais cerca de 30 a 40 por cento manifestaram vontade de vir a pertencer às Forças Armadas.

    Com o alargamento do Dia da Defesa Nacional a todos os jovens recenseados já no próximo ano, o ministério da Defesa espera receber por ano nas sessões dedicadas a este dia cerca de 190 mil jovens, entre os quais dois terços serão mulheres.

    O Dia da Defesa Nacional é um dever militar, instituído em 1999 na Lei do Serviço Militar, aplicando-se apenas aos homens e só foi posto em prática pela primeira vez em 2004, com o fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO), durante o Governo PSD/CDS.

    Segundo a lei, o Dia da Defesa Nacional tem por objectivo "sensibilizar os jovens para a temática da Defesa nacional e divulgar o papel das Forças Armadas".

    A proposta de lei põe fim à obrigatoriedade de os cidadãos fazerem presencialmente o recenseamento no ano em que fazem 18 anos, mas os serviços vão manter uma base de dados com a informação de todos os cidadãos que atinge a idade de início das obrigações militares.

    De acordo com o ministério, "desde a sua instauração já participaram nas actividades do Dia da Defesa Nacional cerca de 150 mil jovens".

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