CDU/Açores critica ação governativa e municipal no concelho das Lajes do Pico

CDU/Açores critica ação governativa e municipal no concelho das Lajes do Pico

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Fev de 2019, 12:30

A CDU/Açores criticou, esta segunda-feira, a ação governativa regional e autárquica socialista no concelho das Lajes do Pico, acusando o executivo açoriano e o município de "apatia" e "promessas ocas".

“A CDU/Açores não pode deixar passar em branco a atitude governativa com o concelho das Lajes do Pico. Lamentamos a forma como o Governo Regional está a solucionar os inúmeros problemas levantados neste concelho. Mas vamos a exemplos concretos, um dos cartões de visita do concelho das Lajes do Pico é a sua vila, vila esta que ao longo dos anos tem vindo a ser maltratada por Governo Regional e Câmara Municipal”, refere um comunicado enviado à agência Lusa.

A CDU aponta, por exemplo, para "falta de infraestruturas de apoio aos pescadores e às empresas marítimo-turísticas" no Porto das Lajes, alegando que há "falta de planeamento entre a Câmara Municipal e o Governo Regional", apontando ainda para "promessas ocas" feitas pelo executivo e autarquia, apesar da CDU ter "apresentado propostas em diversos orçamentos regionais que são constantemente chumbadas".

A CDU lembra que "em maio do ano passado a representação parlamentar do PCP, através de um requerimento, solicitou ao Governo Regional informações" sobre questões concretas no Porto das Lajes, por exemplo, "a falta de equipamentos de apoio" e de "iluminação, pavimento irregular, falta de limpeza" e "diversas barreiras arquitetónicas que dificultam as operações no porto".

No comunicado, a CDU acusa ainda a Câmara Municipal de “aumentar os impostos dos lajenses de forma injustificada” e garante que vai "voltar a levantar, quantas vezes necessárias, os problemas do concelho" para "denunciar a apatia do Governo Regional e da Câmara Municipal das Lajes".

Na reação, o presidente da autarquia, Roberto Silva, justificou o aumento do IMI no corrente ano pela “sustentabilidade financeira que a câmara tem que assegurar”, nomeadamente “na execução de investimentos que não beneficiaram de fundos comunitárias, como o centro intergeracional da Silveira”.

Porém, e segundo garantiu à Lusa o autarca, aquele imposto "vai voltar ao mínimo em 2020", acrescentando que o aumento este ano se ficou também a dever "ao ingresso nos quadros da autarquia de 28 novos trabalhadores" com vínculo precário.

“É pena que a CDU apenas se limite a criticar e seja um completo deserto de ideias”, afirmou Roberto Silva, que refuta também as acusações em relação ao Porto das Lajes, frisando que "existiu, existe e sempre existirá uma cooperação cordial e profícua entre a autarquia e Governo".

O autarca concretizou que a autarquia e o executivo açoriano "estão a preparar em conjunto o projeto de casas aprestos para pescadores" para o Porto das Lajes, assim como "a ampliação da plataforma do Caneiro", para "a instalação dos quiosques das empresas marítimo turísticas", dos "tanques de combustível de abastecimento" às embarcações e ainda "uma área de estacionamento para os barcos".

Quanto a recuperação das antigas casas dos botes, onde funciona o clube náutico das Lajes, o autarca explicou que foi “assinado há poucas semanas um protoloco de cooperação" no qual "o Governo comparticipa em 245 mil euros aquelas obras e a camara o restante”, um investimento orçado "em cerca de 540 mil euros e financiado por fundos comunitários".

A Lusa contactou ainda a Portos dos Açores, empresa pública que gere os portos dos Açores, que remeteu para mais tarde uma resposta.



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