Catalina Pestana disse que actual responsável sabe das suspeitas que transmitiu à PGR


 

Lusa/ AO   Nacional   11 de Out de 2007, 06:10

A ex-provedora da Casa Pia, Catalina Pestana, afirmou quarta-feira que deu conhecimento à sua sucessora das suspeitas sobre novos casos de abusos sexuais na instituição, comentando declarações de Joaquina Madeira à Lusa em que afirmava desconhecer novos indícios.
“Informei a Dr.ª Joaquina Madeira de todas as suspeitas que tinha e que depois entreguei ao PGR (Procurador-geral da República). Ela sabe de tudo desde o primeiro minuto”, disse Catalina Pestana à edição online do semanário Sol, que sexta-feira publicou a primeira parte de uma entrevista com a ex-provedora.

    Nessas declarações, Catalina Pestana, que deixou a Casa Pia em Maio deste ano, afirmara que as redes internas e externas de abusos sexuais de menores continuavam a funcionar e que das suas suspeitas dera conhecimento ao Procurador-geral da República, Pinto Monteiro, que abriu entretanto um inquérito.

    Em entrevista à Agência Lusa na quarta-feira, Joaquina Madeira, actual presidente da Casa Pia, garantira desconhecer qualquer indício de abusos sexuais na instituição desde que está na instituição, há cerca de um ano e meio.

    "Não há nada que indicie comportamentos estranhos dessa ordem. Só posso falar do que sei. Deste ponto de vista não estou tranquila, nem nunca estarei tranquila. O problema existe em toda a sociedade, mas dentro da Casa Pia não tenho indícios, de maneira nenhuma, que me possa levar a aceitar que digam que existem abusos sexuais", acentuou.

    Joaquina Madeira esclareceu que não recebeu, até ao momento, dos funcionários qualquer participação sobre alegados abusos sexuais e que se "reúne regularmente com dirigentes e equipas técnicas sendo este um assunto sempre abordado".

    Quanto a eventuais redes externas que usem alunos da Casa Pia para abusos sexuais, Joaquina Madeira disse que Catalina Pestana "fez exactamente o que deveria ter feito".

    "Havendo suspeitas fez a apresentação da sua queixa ao Procurador-Geral da República", disse, acrescentando que Catalina lhe deu conhecimento disso.
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