Carlos César rejeita negociação direta do Governo dos Açores com a 'troika'

 Carlos César rejeita negociação direta do Governo dos Açores com a 'troika'

 

Lusa/Aonline   Regional   31 de Ago de 2011, 19:42

O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, rejeitou hoje uma negociação direta com a ‘troika’, frisando que a execução da estratégia orçamental resultante do acordo de ajuda externa será definida num protocolo com o Governo da República.

“Não somos uma região independente, não somos um país para negociar com a ‘troika’”, afirmou Carlos César, acrescentando que o executivo regional vai estabelecer com o Governo da República “um protocolo de entendimento para dar execução, controlar e fazer cumprir a estratégia orçamental que resulta do acordo de ajuda externa”.

Nesse sentido, recordou que apresentou ao primeiro-ministro em julho uma proposta para um entendimento entre o Governo da República e os executivos regionais com o objetivo de identificar as necessidades financeiras de cada região, definir os apoios e os compromissos ao nível da estratégia orçamental.

“O que está em causa é a existência de um protocolo de entendimento entre o Governo da República e os governos regionais para o controlo, orientação e cumprimento da estratégia que se exige ao país na sequência do acordo com a ‘troika’”, frisou Carlos César.

O presidente do governo açoriano, que falava aos jornalistas na Lagoa, em S. Miguel, frisou que “não há negociação direta com a ‘troika’”, revelando que o protocolo de colaboração com o Governo da República “foi hoje articulado e combinado com o gabinete do primeiro-ministro”, numa reunião entre o vice-presidente do governo açoriano, Sérgio Ávila, e o secretário de Estado Adjunto, Carlos Moedas.

Carlos César manifestou ainda contentamento com o “reconhecimento explícito” que a ‘troika’ fez da “excelente execução orçamental nos Açores e do cuidado na gestão das finanças regionais”.

Relativamente à situação na Madeira, Carlos César admitiu que “é muito difícil e exige medidas especiais de socorro por parte do Estado”, acrescentando que as autoridades açorianas “não se opõem a isso”.

“Esta situação é difícil e tem que ser superada”, frisou.


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