Eleições regionais

Carlos César diz que PS incutiu confiança no tecido empresarial


 

João Alberto Medeiros   Regional   14 de Out de 2008, 10:23

Se for reeleito, o actual presidente do Governo dos Açores pretende disponibilizar mais apoio às empresas regionais e contribuir para aumentar o salário médio regional, apesar de este já ser mais alto do que o praticado no contexto nacional. Hoje, César vai estar justamente com empresários
O líder dos socialistas açorianos declarou ontem, na cidade da Ribeira Grande, que foi com o PS que o tecido empresarial “ganhou confiança para se envolver no desenvolvimento dos Açores.
Num comício realizado no Teatro Ribeiragrandense, Carlos César lembrou que antes da sua chegada ao poder “por cada dois funcionários públicos havia três que eram funcionários em empresas privadas”.
“Agora, por cada dois funcionários públicos já há seis trabalhadores na iniciativa privada”, concretizou.
César referiu que há dez anos havia nos Açores pouco mais de quatro mil empresas, tendo este número aumentado em cerca de 50 por cento na última década.
Carlos César revelou que mais de 55 milhões de euros já foram canalizados para as empresas, a título de comparticipação de investimentos, durante o corrente ano.
O candidato do PS/Açores à Presidência do Governo assumiu o compromisso de manter o diferencial de 30 por cento da taxa de IRS, independentemente do valor daquele imposto vir a descer no contexto nacional.
Nos próximos dois anos, o líder socialista pretende manter o ritmo de apoio ao investimento  privado.
“Pretendemos consolidar o ritmo de crescimento das nossas empresas, modular os efeitos da crise externa e consolidar o progresso dos Açores”, declarou Carlos César.
Na sua intervenção, o líder dos  socialistas declarou que o salário médio nos Açores é mais alto do que o praticado no continente e que pretende que este cresça acima dos valores médios da inflação.   Ontem, as tropas socialistas saíram à rua, durante todo o dia, na Ribeira Grande.
A candidata socialista Piedade Lalanda aproveitou para refutar acusações de Berta Cabral, que apontam para os “laivos de machismo” de  César, revelados no jantar-comício das Portas do Mar. Piedade Lalanda considera que “mais importante do que essas palavras, interpretadas como o PSD fez, estão os actos e as decisões do nosso partido”.
Considera que “basta ver a lista de candidatos do PS e a localização das mulheres em lugares elegíveis”.
“Comparem com a lista do PSD, liderada por uma mulher que à partida não vai assumir o seu lugar de  deputada na Assembleia Legislativa Regional”, reforçou.
Por outro lado, apontou para o facto da segunda mulher na lista do PSD estar “bastante abaixo de um conjunto de senhores”.
Na leitura da candidata a deputada por São Miguel  “é na prática que se vê a forma como o PSD  entende a igualdade de género e o PS  respeita e valoriza a participação feminina na política.”
Piedade Lalanda vai mesmo mais longe e considera que “Berta, com esta tomada de posição, revela bem que está num registo ao nível da igualdade de género bastante ultrapassado neste momento”.
Piedade Lalanda está confiante na vitória do PS de Carlos César no segundo maior concelho de São Miguel.
A candidata fundamenta-se “nos resultados crescentes do PS em 2004 e em 2005 e na reacção das pessoas ao passar da nossa campanha”.
A tendência será de manter ou mesmo aumentar o número de votantes, na sua leitura.

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