Descontinuidade territorial tem de ser minimizada

Carlos César defende reajustamento das forças de segurança


 

Lusa / AO online   Regional   22 de Out de 2007, 18:48

O presidente do Governo açoriano defendeu esta segunda-feira um reajustamento das forças de segurança no arquipélago como forma de adequar as respostas às necessidades das nove ilhas e minimizar os efeitos da descontinuidade territorial.
"Os problemas de segurança que temos na vila das Velas (São Jorge) não são iguais aos problemas da Praia da Vitória (Terceira), onde temos uma marina e uma base militar", afirmou aos jornalistas Carlos César, após uma audiência com o inspector-geral da Administração Interna em Ponta Delgada.

Para o chefe do Executivo Regional há uma grande diferença na tipologia de risco entre as ilhas e mesmo dentro dos concelhos, o que obriga a "proceder a reajustamentos, que não são resolvidos apenas com a quantidade dos meios (matérias e humanos)".

"As vezes com os mesmos polícias e mesmos meios é possível com uma gestão mais flexível dar respostas mais adequadas aos problemas", afirmou Carlos César, acrescentando, porém, que devido à falta de efectivos da PSP em algumas localidades têm existido dificuldades no cumprimento de programas como é o caso da "Escola Segura".

Além dos problemas relativos à toxicodependência, alcoolismo e aumento da pequena criminalidade, Carlos César referiu que os Açores são "uma porta de entrada para a Europa", por via aérea e marítima, uma realidade que deixa as ilhas numa situação de fragilidade no que diz respeito ao controlo e fiscalização.

Sublinhando que esta visita representa um sinal de atenção dos responsáveis para a situação das ilhas, Carlos César frisou que a presença da PSP na região e outras forças de segurança ou serviços públicos "não podem ser avaliados segundo um rácio que tenha apenas em consideração o número de população", devido à descontinuidade territorial e problemáticas das diferentes ilhas.

O inspector-geral da Administração Interna, que visita pela primeira vez os Açores, reconheceu a necessidade de proceder a reajustamentos no arquipélago, mas que "não passam apenas por mais meios".

"Esta é uma visita de prospecção para sentir as dificuldades e transmitir as perspectiva sobre a reestruturação das forças de segurança em curso estipuladas em Março pelo Conselho de Ministros", afirmou António Lima, que vai reunir-se também com o Representante da República, Comandante Operacional, Comandos da PSP em Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta e Brigada Fiscal da GNR.

Segundo disse, é muito importante ver a realidade além do papel, alegando que volta ao Continente no sábado sensibilizado para as particularidades das ilhas e mais lúcido sobre a realidade açoriana.
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