“Seria manifestamente exagerado pensar que uma reunião que decorre à porta fechada, com a reserva que é conhecida, tenha alguma influência ou alguma relação com o processo eleitoral. Nesse sentido, não acompanho a ideia de que o Conselho de Estado é intrusivo face à mensagem eleitoral dos diversos candidatos”, afirmou.
Carlos César, que também é conselheiro de Estado, falava na sede do partido em Ponta Delgada, nos Açores, em reação à mensagem de Ano Novo do Presidente da República (PR).
Para o socialista, a marcação do Conselho do Estado para 09 de janeiro, já em período de campanha eleitoral para as presidenciais, é uma decisão do PR que “deve ser respeitada”.
“É verdade que não seria de previsão segura pensar que ocorreria uma reunião nesta fase da vida política e pré-eleitoral nacional, mas o senhor Presidente da República certamente convoca o Conselho do Estado por entender que no decurso do seu mandato deve advertir o Governo e transmitir uma mensagem ao Governo com um respaldo mais amplo”, reforçou, quando questionado pela marcação da reunião.
Para o presidente do PS, é “razoável admitir” que Marcelo Rebelo de Sousa “queira conhecer as opiniões” dos conselheiros de Estado “tendo em consideração algumas decisões tomadas recentemente na área da Defesa nacional”.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convocou o Conselho de Estado para 09 de janeiro para analisar a situação internacional e, em particular, na Ucrânia.
Esta será a primeira reunião do Conselho de Estado, órgão político de consulta do chefe de Estado, desde as eleições legislativas antecipadas de 18 de maio e acontecerá já em período oficial de campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro.
O Presidente da República criticou a demora do parlamento em eleger os conselheiros de Estado, frisando que já espera há seis meses, e disse ter convocado uma reunião do órgão consultivo porque a Ucrânia “é um tema fundamental”.
