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Candidato da AD quer salvaguarda das quotas de atum

Paulo Nascimento Cabral acredita que salvaguarda das quotas de atum “será possível com uma defesa consistente dos interesses da Região”

Candidato da AD quer salvaguarda das quotas de atum

Autor: Rafael Dutra

Paulo Nascimento Cabral, candidato às eleições europeias pela lista nacional da Aliança Democrática (AD), afirmou que quer garantir a salvaguarda das quotas de atum nos mares açorianos, acreditando que “isso será possível com uma defesa consistente dos interesses da Região”, algo que pretende “protagonizar” no Parlamento Europeu.

O social-democrata, acompanhado pelo presidente do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, falava após uma visita à Conserveira Santa Catarina, na ilha de São Jorge, tendo na ocasião alertado que as quotas do atum “têm sido problemáticas”.

“As quotas do atum têm sido problemáticas, havendo mesmo cortes precaucionários, da própria Comissão Europeia, que limitam a nossa pesca”, sublinhou Paulo Nascimento Cabral.

O candidato da AD frisa que esta situação ocorre, “apesar das evidências científicas” de que os “stocks estão em perfeitas condições”. Por essa razão, diz ter “noção de que, a nível da definição dessas quotas de pesca, é preciso uma defesa intransigente dos interesses dos Açores, também nos mais altos níveis de decisão”.

O candidato pretende que a posição política seja reforçada, “mas também ao nível científico e técnico, através de todo o conhecimento que é produzido”na Região, pela Universidade dos Açores e pelos centros de investigação, como o Okeanos.

“Só assim vamos garantir que a Comissão Europeia decida com base nos melhores dados científicos disponíveis, e nunca com base num princípio de desconfiança, cortando primeiro a quota e só indo depois verificar as existências”, acrescentou Paulo Nascimento Cabral.

Neste sentido, o candidato às eleições europeias pela lista nacional da AD realça que quer “inverter essa posição”.

“Queremos inverter essa posição, até porque os Açores têm um histórico de salvaguarda do meio ambiente, de salvaguarda das espécies marítimas, neste caso dos peixes e do atum, que tem de ser tido em conta pelas principais instâncias europeias”, reforçou.

Paulo Nascimento Cabral destacou igualmente o “excelente trabalho” que está a ser desenvolvido na Conserveira Santa Catarina, “não apenas nas boas práticas da laboração em si, mas também ao nível da captação de pessoas e trabalhadores para a ilha de São Jorge, fixando-as aqui”, concluiu.

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