Câmara de Lisboa escolhe CGD para contrair empréstimo de 500 milhões de euros


 

Lusa / AO online   Economia   24 de Nov de 2007, 10:58

A câmara municipal de Lisboa escolheu a Caixa Geral de Depósitos (CGD)para contrair o empréstimo de 500 milhões de euros no âmbito do plano de saneamento financeiro.
    O presidente da Câmara, António Costa (PS), e o vereador das Finanças, Cardoso da Silva (PS), apresentam quarta-feira na reunião do executivo municipal uma proposta para a contratação do empréstimo à CGD, em duas tranches, a primeira de 360 milhões de euros e a segunda de 140 milhões.

    A CGD apresentou a “melhor solução de financiamento, consubstanciada num empréstimo de taxa variável, com um spread de 0,09 por cento e uma comissão de liderança, organização e montagem de 0,007 por cento sobre o montante do empréstimo, equivalente a um custo total de 0,104 por cento sobre a Euribor”, lê-se na proposta que vai ser apreciada na reunião de câmara.

    A Câmara fez uma “consulta alargada” junto de bancos nacionais e estrangeiros, tendo depois convidado 39 instituições de crédito a apresentarem as suas soluções.

    No convite, “foi solicitada a cotação para três estratégias de taxa de juro: taxa variável, taxa fixa para a maturidade de cinco anos e taxa fixa para a maturidade global do empréstimo, bem como a apresentação de uma proposta autónoma de cobertura de risco da taxa de juro”.

    Houve 12 instituições de crédito que subscreveram propostas de financiamento e cobertura, enquanto duas instituições apresentaram apenas propostas de cobertura e outras duas ofereceram condições para o financiamento remetendo para uma negociação posterior as condições de cobertura.

    Depois da análise das propostas, “considera-se que é vantajoso para a CML optar pela taxa de juro variável, devendo ser analisadas, oportunamente, estratégias de cobertura que minimizem a exposição da CML face ao risco da taxa de juro”.

    A Caixa Geral de Depósitos, a Goldman Sachs International, o Deutsch Bank, o Millenium BCP em consórcio com o DZ Bank, o Barclays Bank e o Banco Efisa em consórcio com a Lehman Brothers subscreveram propostas com um custo total “considerado favorável”.

    Foram depois encetadas negociações com estas entidades “visando a melhoria das condições iniciais apresentadas, nomeadamente em termos de perfil de reembolsos e condicionantes de cobertura da taxa de juro associada ao próprio financiamento”.

    A Caixa Geral de Depósitos foi posteriormente considerada a melhor solução de financiamento.

    O empréstimo em causa prevê uma primeira tranche, de 360 milhões de euros, “com um período de carência de três anos, prazo de reembolso de nove anos e taxa de juro de 0,009 por cento sobre a Euribor a seis meses”.

    A segunda tranche, de 140 milhões de euros, só será usada “se e quando se tornarem certas, líquidas e exigíveis dívidas emergentes de compromissos assumidos em data anterior a 1 de Agosto de 2007”.

    O presidente da Câmara tem explicado que se tratam de dívidas em contencioso litigioso, que a autarquia pode ou não ser obrigada a pagar.

    A ser aprovado o empréstimo, a CGD reforça o estatuto do banco preferido pelas autarquias. Tal como a Lusa noticiou esta quinta-feira, dos 555 empréstimos contraídos por 205 câmaras nos últimos dois anos, 276 foram feitos no banco estatal, envolvendo um montante global de 222,3 milhões de euros.

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