Câmara da Horta deve quase 3 ME a fornecedores

Câmara da Horta deve quase 3 ME a fornecedores

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Nov de 2011, 10:16

A Câmara da Horta, no Faial, Açores, tem uma dívida a fornecedores de quase três milhões de euros e poderá ter de encerrar alguns serviços no próximo ano devido a dificuldades de tesouraria, admitiu hoje o presidente da autarquia.

"É uma situação que pode acontecer", afirmou João Fernando Castro, eleito pelo PS, acrescentando que, apesar da difícil situação financeira do município, "estão reunidas as condições para salvaguardar a questão dos salários".

A principal preocupação do autarca está centrada nas dívidas aos fornecedores, que estão a causar graves dificuldades de tesouraria ao município

"Hoje, a dívida aos fornecedores está na ordem dos três milhões de euros, mas é uma situação que está estancada desde o segundo semestre deste ano", afirmou João Fernando Castro, acrescentando que o problema se traduz num "aumento dos prazos de pagamento e da dívida a terceiros e às empresas locais".

O situação financeira da Câmara da Horta resulta, segundo o autarca, não apenas da atual crise financeira que o país atravessa, mas, sobretudo, do facto de ainda não terem sido transferidas para a autarquia as verbas relativas ao IRS.

"Continuam sem ser transferidas as verbas de 2009, de 2010 e de todo o ano de 2011 até esta data", denunciou o presidente da autarquia.

João Fernando Castro frisou ainda que o OE2012 passa para o Governo Regional o "ónus dessa transferência, mas não diz quem é que vai pagar o atrasado", que, no caso da Câmara da Horta, representa uma receita não recebida superior a um milhão de euros.

Para tentar inverter o atual quadro financeiro do município, João Castro admitiu estar a analisar a possibilidade de encerrar alguns serviços municipais, como o teatro e as piscinas, ou reduzir outros, como os serviços de atendimento do cemitério e a recolha de resíduos domésticos.

A Câmara da Horta já cortou substancialmente os apoios aos clubes e associações culturais da ilha, tendo também reduzido o volume de transferências para as juntas de freguesia.


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