Bush anuncia novas sanções contra o regime da Birmânia

Bush anuncia novas sanções contra o regime da Birmânia

 

Lusa / AO online   Internacional   25 de Set de 2007, 16:36

O presidente norte-americano anunciou hoje na ONU, em Nova Iorque, novas sanções contra a junta militar no poder na Birmânia, pedindo à organização para aderir à pressão internacional sobre o regime de Rangum e ajudar os movimentos de protesto.
Ao falar na 62/a Assembleia-Geral das Nações Unidas, George W.Bush anunciou o endurecimento das sanções financeiras contra os dirigentes daquele regime e os que os apoiam monetariamente.

Bush anunciou também a interdição da extensão dos vistos dados aos “responsáveis - birmaneses - que perpetram as mais flagrantes violações dos direitos humanos, bem como aos membros das suas famílias”.

Sanções impostas anteriormente interditaram as importações de produtos birmaneses e congelaram os bens de responsáveis do regime no estrangeiro.

“Os norte-americanos sentem-se ultrajados com a situação na Birmânia”, afirmou Bush, denunciando os “19 anos de medo” impostos por uma ditadura que não tolera a mínima liberdade de expressão.

A intervenção do presidente norte-americano é considerada, até ao momento, a mais contundente contra a junta militar birmanesa, acusada nomeadamente de ter nas cadeias mais de um milhar de presos políticos, entre os quais a Nobel da Paz (1991) Aung San Suu Kyi, reclusa na sua residência há quatro anos.

Bush mencionou expressamente a frequência das violações, a perseguição das minorias, o trabalho forçado e o tráfico de seres humanos.

De acordo com a Casa Branca, esta intervenção visa conjugar a pressão externa sobre Rangum com o apoio aos protestos no interior da Birmânia, num momento em que os generais no poder se vêem confrontados com manifestações sem precedentes desde 1988, nomeadamente dos monges budistas.

Segundo testemunhos, cerca de 100.000 pessoas, conduzidas por dezenas de milhar de bonzos, desfilaram hoje em Rangum.

Na mesma intervenção, Bush fez alusões às lutas pela democracia no Afeganistão, Iraque e Líbano, onde “as pessoas pedem ajuda”, sendo “uma responsabilidade para cada país civilizado apoiá-las”.

Os “regimes brutais” da Bielorrússia, Coreia do Norte, Síria e Irão, que negam aos seus cidadãos os “direitos fundamentais contidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem” (1948), não escaparam às críticas do presidente norte-americano, que se referiu ainda à crueldade do "ditador" cubano Fidel Castro.
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