Bombeiros de Vila Franca pedem celeridade no estudo prévio do novo quartel

Rui Melo pede maior celeridade na elaboração do estudo prévio para a futura infraestrutura do corpo de bombeiros, denunciando que os operacionais continuam a trabalhar em condições precárias.



O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo, Rui Melo, pede maior celeridade na elaboração de um Estudo Prévio da futura infraestrutura dos Bombeiros de Vila Franca do Campo, salientando as difíceis condições em que trabalham atualmente.

“Estamos há dois anos a trabalhar neste estudo prévio, o mesmo tem sido exaustivamente analisado na procura das melhores soluções operacionais. Agora, a tecnocracia do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros está a exigir do estudo prévio aquilo que só tem cabimento num anteprojeto ou projeto”, afirmou Rui Melo ao Açoriano Oriental.

No entanto, o presidente da AHBVVFC realçou que sublinha “com agrado o compromisso político do governo regional em concretizar a requalificação e ampliação do quartel de Vila Franca do Campo”.

Rui Melo prestava declarações ao Açoriano Oriental após ter sido divulgada a resposta a um requerimento do PS sobre as demoras processuais que estarão a colocar em causa a ampliação do quartel dos bombeiros de Vila Franca do Campo.

De acordo com o documento, divulgado no site da Assembleia Legislativa Regional, encontra-se “atualmente em curso um trabalho técnico aprofundado de definição e consolidação de uma solução para a futura infraestrutura dos Bombeiros de Vila Franca do Campo, o qual se materializa, nesta fase, na elaboração de um Estudo Prévio”. De forma a “assegurar que a solução a desenvolver responda de forma plena e adequada às exigências funcionais e operacionais inerentes a uma infraestrutura crítica de proteção civil, atendendo não apenas às necessidades atuais, mas também à sua capacidade de adaptação e evolução face a exigências futuras”.

Acrescenta ainda que “o projeto preliminar inicialmente apresentado pela Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Franca do Campo evidenciava fragilidades relevantes ao nível da funcionalidade operacional, bem como um desequilíbrio na distribuição das áreas fundamentais do quartel, circunstância que determinou a necessidade de reformulação e subsequente validação técnica cuidada”.

O presidente da associação de bombeiros afirma estar em contactos com a tutela, revelando mesmo que na próxima reunião espera fechar o estudo prévio.

Entretanto, Rui Melo explica que os operacionais de Vila Franca continuam sem as melhores infraestruturas.

“Nós não temos um quartel, nós temos um pavilhão onde estão integradas todas as nossas viaturas de socorro, de emergência, dos transportes não urgentes e outros serviços.

O comando operacional tem um cuidado excessivo na colocação das viaturas para beneficiar as saídas de emergência, porque não temos espaço para organizar de forma minimamente e tecnicamente aceitável. Neste momento, nem sequer temos lugar para todas as viaturas da associação”, descreveu, realçando que faltam ainda “espaços com a dignidade merecida aos nossos recursos humanos”.

Também o Governo Regional considera que “as atuais instalações não refletem, em vários aspetos, os padrões construtivos e funcionais atualmente recomendáveis para infraestruturas desta tipologia”.

No entanto, salienta que, “de acordo com as mais recentes avaliações técnicas realizadas pela Inspeção de Bombeiros do SRPCBA, as instalações mantêm-se, no geral, funcionalmente adequadas à dimensão, tipologia e missão operacional do Corpo de Bombeiros de Vila Franca do Campo, não se encontrando comprometida a respetiva capacidade de resposta.”

“A legítima ambição de dispor de uma infraestrutura mais moderna e ajustada às necessidades futuras deve, ainda assim, ser enquadrada num processo de análise integrada e responsável, devidamente articulado com as restantes prioridades de investimento existentes na Região”, afirma o executivo regional, na resposta ao requerimento do PS.

E termina afirmando: “pretende-se assegurar que um futuro quartel em Vila Franca do Campo seja concretizado no momento adequado e com uma solução devidamente ajustada às necessidades reais, reforçando de forma efetiva a capacidade de resposta do Sistema Regional de Proteção Civil”.

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