Bolieiro rejeita incompatibilidades com candidatura de secretário regional a PM

O presidente do Governo dos Açores rejeitou qualquer incompatibilidade com a candidatura do secretário regional dos Assuntos Parlamentares a primeiro-ministro, considerando que Paulo Estêvão “está a fazer o seu trabalho enquanto dirigente nacional do PPM”



“Continuarei com o doutor Paulo Estêvão como membro do Governo Regional e líder de um dos partidos da coligação PSD, CDS-PP e PPM nos Açores”, afirmou José Manuel Bolieiro à margem de uma reunião com a Câmara da Calheta, em São Jorge.

O líder do executivo açoriano defendeu que não existe qualquer incompatibilidade com a candidatura a primeiro-ministro do secretário regional dos Assuntos Parlamentares.

“Não está em lista de candidatos a deputado. Temos o nosso sistema eleitoral com candidaturas a deputados. Mas, mesmo se fosse, não é incompatível, nem temos qualquer problema de incompatibilidade”, vincou.

O Conselho Nacional do PPM designou o seu secretário-geral, Paulo Estêvão, que não concorre às legislativas de maio, como "candidato a primeiro-ministro", anunciou o partido.

Em comunicado divulgado, o partido referiu que a decisão foi tomada por unanimidade, na reunião do Conselho Nacional do PPM, realizada na sexta-feira passada.

Quando questionado, Bolieiro afirmou que a candidatura não significa que Paulo Estêvão não esteja comprometido com o Governo Regional.

“É um dirigente nacional do PPM e está a fazer o seu trabalho enquanto dirigente partidário”, defendeu o chefe do executivo açoriano.

O presidente do Governo Regional voltou a sinalizar a autonomia dos partidos da região para lembrar que a coligação PSD/CDS-PP/PPM vai concorrer em coligação pelo círculo dos Açores.

“Temos a nossa autonomia. Não interferimos com decisões nacionais, nem as decisões nacionais interferem com as nossas”, sublinhou.

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