Açoriano Oriental
Boavista e Santa Clara dividem protagonismo na noite gélida do Bessa

Boavista e Santa Clara empataram este sábado 1-1, num encontro da 13.ª jornada da I Liga de futebol em que repartiram protagonismo, com mais hesitação técnica que convicção emocional, em noite gélida, no Estádio do Bessa.


Autor: AO Online/ Lusa

Nuno Santos adiantou os ‘axadrezados’ no marcador aos 20 minutos, mas Carlos Júnior repôs a igualdade aos 38, adiando a primeira vitória boavisteira sob alçada de Jesualdo Ferreira e ditando um regresso agridoce de Daniel Ramos ao recinto portuense.

Na classificação, o Santa Clara isolou-se à condição no sétimo lugar, com 15 pontos, enquanto o Boavista somou a sétima ronda seguida sem triunfos na I Liga e ocupa a 16.ª e antepenúltima posição, com 11 pontos, mais dois que o lanterna-vermelha Farense.

Determinados em acelerar a fuga à zona de despromoção, os nortenhos assumiram a iniciativa desde cedo e mostraram-se rematadores nos seis minutos iniciais, com o irrequieto Alberth Elis a municiar três incursões travadas pelo guarda-redes Marco.

O início dinâmico dos pupilos de Jesualdo Ferreira rendeu frutos aos 20 minutos, quando Show executou um passe longo na direção de Nuno Santos, que se desmarcou nas costas da defesa açoriana, recebeu a bola no interior da área e atirou a contar.

A formação de Daniel Ramos demorou a libertar-se das amarras defensivas, viu Angel Gomes ameaçar o segundo em duas ocasiões (27 e 29 minutos) e apenas reagiu aos 31 minutos, com Carlos Júnior a cabecear por cima, na resposta ao livre lateral de Lincoln.

A mesma dupla voltou a revelar argumentos na bola parada aos 35 minutos, com o canto batido na esquerda pelo médio a servir o desvio à barra do extremo, novamente em evidência aos 37, num pontapé acrobático por cima da barra em plena área portuense.

O crescimento insular, assente numa resposta pujante ao arranque em falso, devolveu a igualdade na jogada seguinte, tendo o inconformado Carlos Júnior superado a oposição de Cristian Devenish para corresponder nas alturas ao cruzamento de Cryzan na direita.

O reatamento baixou o ritmo do desafio e a inspiração no relvado, sem que o ligeiro ascendente anímico açoriano significasse novos calafrios num oponente ansioso, em défice de confiança e à procura de resgatar a acutilância atacante da meia hora inicial.

O Boavista alterou a disposição do trio ofensivo perto da hora de jogo e esteve perto de reencontrar a felicidade aos 67 minutos, embora Mikel Villanueva tenha corrido a tempo de negar em cima da linha de golo um ‘chapéu’ do recém-entrado Yusupha sobre Marco.

Crysan assinou a única oportunidade do Santa Clara no segundo tempo, aos 77 minutos, ao cabecear para defesa apertada de Léo Jardim, na sequência de um cruzamento de Rafael Ramos na direita, sem impedir a conquista de um inédito ponto insular no Bessa.


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