Mundial 2010

Blatter apela aos trabalhadores sul-africanos a não destruírem Mundial


 

Lusa/AO   Futebol   24 de Nov de 2007, 13:33

O presidente da FIFA exortou os operários envolvidos na construção do Estádio Moses Mabhida, em Durban, a não destruírem o Mundial de futebol África do Sul2010,

O presidente da FIFA exortou os operários envolvidos na construção do Estádio Moses Mabhida, em Durban, a não destruírem o Mundial de futebol África do Sul2010, adiantando que o sucesso da organização está nas suas mãos.
Joseph Blatter, acompanhado de uma delegação da FIFA, do Comité Organizador Local (COL) e dos governos nacional e provincial da África do Sul, expressou optimismo sobre o sucesso do primeiro Mundial a realizar em solo africano, mas alertou os responsáveis pelas obras do estádio sobre as suas reais responsabilidades.
As obras de renovação total do antigo estádio de futebol de Durban estiveram paralisadas durante mais de uma semana em resultado de uma greve dos trabalhadores filiados no Sindicato Nacional dos Mineiros (NUM), e que ameaça ainda repetir-se e espalhar-se a outros recintos que deverão receber o Mundial de 2010.
Na véspera do sorteio preliminar da competição, o presidente da FIFA voltou a colocar um capacete na cabeça e a ser brindado à maneira de um chefe de Estado por danças e cantares zulus entoados por centenas de operários, desta feita sob um céu cinzento e um clima de dúvida quanto à conclusão atempada dos trabalhos.
Ainda sexta-feira, o secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke, admitiu que, se as greves se repetirem, existe a real possibilidade de pelo menos o Estádio Nelson Mandela Bay não ser incluído entre os cinco que deverão receber a Taça das Confederações, em finais de 2009.
"Apesar da possibilidade estar no ar, teremos de continuar a monitorizar a situação mês a mês, para chegarmos a conclusões dentro do calendário dos eventos", concluiu Valcke.
Blatter referiu, em declarações à comunicação social, ter apelado ao sentido de responsabilidade dos trabalhadores da construção civil para que a fase final do Mundial de 2010 seja uma realidade e, mais do que isso, um sucesso.
"Disse-lhes que eles são verdadeiros trabalhadores, pedra a pedra, e que, se não trabalharem, não só o estádio não ficará pronto como o Mundial ficará em risco", concluiu.
Apesar dos incentivos do presidente do organismo que rege o futebol mundial, tudo indica que o sucesso do processo de construção dos estádios não repousa apenas nas mãos dos trabalhadores e dos sindicatos do sector.
Analistas locais salientam que, apesar das verbas astronómicas aplicadas nos projectos - e que por pressão dos preços do cimento e outras matérias-primas continuam a "disparar" -, é chocante que os salários da generalidade dos operários menos qualificados se situem nos 60 cêntimos do euro por hora. Os sindicatos exigem um salário mínimo de 1.500 randes/mês (150 euros) e mais regalias.
No centro Internacional de Convenções de Durban (ICC), Blatter e Valcke exibiram, sexta-feira, o novo cartaz oficial do Mundial de 2010, e que foi criado pela empresa de design gráfico Switch Group, do luso-descendente Gabriel de Abreu.
O mesmo criador foi responsável pelo logótipo do 2010, pelo emblema da Taça das Confederações de 2009 - divulgado quinta-feira no mesmo local em Durban - e pelo "merchandising" do torneio.
Na cerimónia que exibiu o novo cartaz do Mundial de 2010, Blatter elogiou o poder da mensagem capturada pelas formas e simbologia do cartaz, que mostra uma cabeça, na qual está estilizado o mapa de África, a olhar para uma bola multicolorida, colocada num plano superior.
A face do africano retratado no cartaz, disse Blatter, é a de um famoso jogador que representa um grande clube europeu e que não esteve presente no último Mundial, na Alemanha.
Para a maioria dos presentes, o presidente da FIFA referia-se a Samuel Eto'o, do Barcelona, embora o criador do cartaz se tenha escusado a atribuir um nome à face que simboliza o continente africano.


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