Berta Cabral alerta para perigo da redução de verbas para formação profissional

 Berta Cabral alerta para perigo da redução de verbas para formação profissional

 

Lusa/Aonline   Regional   7 de Nov de 2011, 17:16

A presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, alertou hoje para as consequências da redução de verbas para a formação profissional, salientando que os fundos próprios do executivo nesta área caem 16% na proposta de orçamento regional para 2012.

“Preocupa-nos alguma redução de verbas, que espero que não venha a ter consequências em algumas escolas”, afirmou Berta Cabral em declarações aos jornalistas à margem de uma visita à Escola Profissional da Santa Casa da Misericórdia de Ponta Delgada.

A líder do PSD/Açores frisou que a formação profissional é um setor “muito importante”, de natureza estratégica, já que permite “preparar as pessoas para o futuro, dando-lhes competências para ajudar a sair da situação em que o país se encontra”.

Berta Cabral, além da redução de verbas, manifestou também preocupação com a obrigação de um número mínimo de 18 alunos por turma, admitindo que “algumas escolas vão ter dificuldades em cumprir esse objetivo e vão ser penalizadas” por esse motivo.

“É preciso monitorizar com atenção. Não digo que o sistema seja melhor ou pior, mas que é preciso cuidado porque algumas escolas podem sofrer as consequências da nova forma de financiamento”, frisou.

A presidente do PSD/Açores manifestou a disponibilidade do partido para “ajudar a construir um orçamento que responda às necessidades das pessoas”, recordando que está a realizar uma ronda de contactos com diversas instituições da sociedade civil para preparar eventuais propostas que os sociais-democratas venham a apresentar na Assembleia Legislativa dos Açores durante o debate das propostas de Plano e Orçamento para 2012.

Berta Cabral recordou a necessidade de contenção de despesas e defendeu a importância de serem contidos os passivos existentes no setor da saúde.

“A dívida da saúde é uma bola de neve e é preciso pôr rapidamente cobro a isso porque a situação pode tornar-se insustentável”, afirmou.


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