França

Bento XVI frisa raízes cristãs da Europa

Bento XVI frisa raízes cristãs da Europa

 

Lusa/AO online   Internacional   12 de Set de 2008, 15:56

Bento XVI frisou em Paris as raízes cristãs da França e da Europa e defendeu uma "laicidade positiva" para uma "compreensão mais aberta" da Igreja e do Estado, no primeiro discurso que proferiu em França, no palácio presidencial.
Nessa intervenção, o papa afirmou que a laicidade da República francesa permite que a Igreja "goze de um regime de liberdade" em que "a desconfiança do passado transformou-se paulatinamente num diálogo sereno e positivo que se consolida cada vez mais".

    Antes da intervenção do papa, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, afirmou "assumir as raízes cristãs" de França e que privar o país da religião "seria uma loucura", "uma falta contra a cultura e contra o pensamento".

    "O senhor presidente - disse, referindo-se a Sarkozy - utilizou a expressão 'laicidade positiva' para designar esta compreensão mais aberta e, neste momento histórico em que as culturas se entrecruzam cada vez mais, estou convencido de que uma nova reflexão sobre o significado autêntico e a importância da laicidade é cada vez mais necessária", disse Bento XVI.

    Para o papa, "é fundamental insistir na distinção entre o âmbito político e o religioso para tutelar tanto a liberdade religiosa dos cidadãos como a responsabilidade do Estado para com eles" e, por outro lado, ter "uma clara consciência das funções insubstituíveis da religião na formação das consciências".

    Bento XVI disse ainda que os jovens são a sua maior preocupação e, depois de realçar as dificuldades de alguns para encontrar uma orientação que considerem adequada ou perante o sofrimento pela perda de uma referência familiar, considerou necessário dar aos jovens um bom enquadramento educativo, para o qual a igreja pode dar uma contribuição específica.

    Além dos jovens, o papa expressou a sua preocupação com a situação social nos países ocidentais, "lamentavelmente marcada por um aumento acentuado das diferenças entre ricos e pobres", sublinhando a necessidade de encontrar soluções justas de protecção dos mais fracos.

    Na linha do que tem feito em anteriores viagens, Bento XVI referiu-se à preocupação pelo ambiente e apelou "ao respeito e à protecção" do planeta.

    "Parece-me que chegou o momento de fazer propostas mais construtivas para garantir o bem das gerações futuras", disse.

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