Açoriano Oriental
Liga dos Campeões
Benfica luta contra a história em Leipzig para se manter na corrida aos ‘oitavos’

O Benfica está obrigado a conquistar uma vitória inédita em solo alemão na Liga dos Campeões de futebol, na quarta-feira, no estádio do Leipzig, a fim de manter viva a esperança de qualificação para os oitavos de final.


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Autor: AO Online/ Lusa

Apenas o triunfo no jogo da quinta e penúltima jornada do Grupo G mantém o Benfica na corrida pelo apuramento, mas, para isso, o campeão nacional terá de contrariar o peso da história, pois saiu sempre derrotado em 11 confrontos disputados na Alemanha para a principal prova europeia de clubes.

Se empatar em Leipzig, mesmo beneficiando da mais favorável conjugação de resultados até ao fim da fase de grupos, o Benfica será afastado dos ‘oitavos’, uma vez que terminará em igualdade pontual com Lyon e Zenit de São Petersburgo, mas terá desvantagem frente aos russos no confronto direto.

O líder da I Liga portuguesa não terá tarefa fácil para conquistar a primeira vitória na Alemanha em jogos da Liga dos Campeões/Taça dos Campeões Europeus, na visita ao segundo classificado da liga alemã, em igualdade com o Bayern Munique, crónico campeão germânico, e a um ponto do líder Borussia Moenchengladbach.

Os dois clubes defrontaram-se pela primeira vez há dois meses, com o Leipzig a impor-se por 2-1 no Estádio da Luz, graças a um ‘bis’ do avançado Timo Werner, aos 69 e 78 minutos, tendo Haris Seferovic reduzido para a equipa lisboeta, aos 84.

O avançado suíço, melhor marcados dos ‘encarnados’ na prova continental, com dois golos, é uma das mais importantes baixas para o encontro de quarta-feira, depois de se ter lesionado em representação da seleção helvética.

Além de Seferovic, o treinador Bruno Laje está ainda privado do influente extremo Rafa, também devido a lesão, e poderá voltar a apostar no avançado espanhol Raúl de Tomás, uma das contratações mais caras do clube, mas que marcou apenas dois golos em 13 jogos até ao momento, precisamente, na ‘Champions’.

A escassez de golos marcados pelos avançados benfiquistas tem sido compensada pela eficácia de Pizzi, autor de 13 golos em 18 partidas na atual temporada, entre os quais oito no campeonato, o que fez do médio o melhor marcador da prova.

Campeão europeu em 1961 e 1962 e finalista vencido em cinco ocasiões, o Benfica não conseguiu reproduzir o sucesso no atual formato competitivo da prova, tendo superado a fase de grupos da Liga dos Campeões apenas em cinco das 14 participações anteriores.

Mais do que procurar manter ‘ligada à máquina’ a candidatura aos oitavos de final da liga ‘milionária’, o Benfica deverá estar mais concentrado em não perder terreno na luta pelos 16 avos de final da Liga Europa, destino reservado aos terceiros classificados de cada agrupamento.

O campeão nacional corre mesmo o risco de ficar de fora das competições europeias no fim da fase de grupos pela segunda vez em três anos (na época passada foi relegado para a Liga Europa), caso perca em Leipzig e o Zenit vença na receção ao Lyon.



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