BE propõe auditoria à Azores Airlines antes da privatização

BE propõe auditoria à Azores Airlines antes da privatização

 

Lusa/AO online   Regional   19 de Fev de 2018, 16:18

Os deputados do Bloco de Esquerda ao Parlamento dos Açores querem que o Tribunal de Contas (TdC) faça uma auditoria à Azores Airlines, antes de o Governo iniciar a privatização parcial daquela empresa pública.

"É imperativa uma clarificação total da situação financeira do Grupo SATA e, em particular, da Azores Airlines", justificou António Lima, deputado bloquista, em conferência de imprensa, na sede do Parlamento, na ilha do Faial, recordando que os resultados económicos da companhia área de 2016 e 2017, desagregados por empresa, não foram ainda apresentados publicamente.

No seu entender, esta postura da empresa "é um indício" de que poderá existir uma "agenda escondida" por parte do Governo Regional, que já anunciou a intenção de avançar com a alienação de 49% do capital social da Azores Air Lines, através na negociação com parceiros estratégicos.

"Esta opção do Governo Regional pode transformar-se num caminho desastroso", advertiu António Lima, que adiantou que o grupo parlamentar do BE irá apresentar, esta semana, na Assembleia Legislativa Regional, com caráter de urgência, um projeto de resolução a propor a suspensão do processo de privatização da Azores Airlines, até que seja apresentada no Parlamento uma auditoria do TdC às contas da SATA.

Para o deputado bloquista, essa auditoria, que seria efetuada pela Secção Regional dos Açores do TdC, permitiria identificar as necessidades de recapitalização da empresa, bem como outras recomendações julgadas úteis para o seu saneamento financeiro e para a sua sustentabilidade futura.

O BE/Açores já tinha manifestado, anteriormente, a sua oposição à intenção do executivo socialista açoriano de avançar com um processo de privatização parcial da Azores Air Lines e lamenta agora que, com esta decisão, o Governo Regional esteja a colocar em causa o "acesso à mobilidade dos açorianos" com o exterior e, simultaneamente, a abdicar de um "ativo estratégico indispensável à região".

"O serviço público prestado pela SATA não é compaginável com interesses meramente lucrativos de uma empresa privada", advertiu António Lima, que não compreende que o Governo queira avançar para o "desmantelamento" da Azores Air Lines, ainda por cima alienando parte do capital social a uma "empresa de maior porte" cujos interesses comerciais "nem sempre serão coincidentes com os da região".



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