Açoriano Oriental
Ativos financeiros internacionais de risco imediato na banca com ligeira subida até março

A exposição imediata dos ativos financeiros dos bancos portugueses situava-se em 83 mil milhões de euros no final do primeiro trimestre de 2020, uma subida “pouco significativa” relativamente ao final de 2019, divulgou hoje o BdP.

Ativos financeiros internacionais de risco imediato na banca com ligeira subida até março

Autor: LUSA/AO online

Os dados do Banco de Portugal (BdP) apontam ainda que, na ótica da exposição em última instância, os bancos portugueses detinham 83,8 mil milhões de euros de ativos financeiros internacionais, menos 0,2 mil milhões de euros face ao registado no quarto trimestre de 2019.

Cerca de 70% destes ativos localizavam-se na União Europeia, o que representa uma redução de 2,7 mil milhões de euros (três pontos percentuais) relativamente ao último trimestre, sendo que, deste total, -1,9 mil milhões de euros (dois pontos percentuais) "explicam-se, essencialmente, pela saída do Reino Unido deste agregado”.

A diferença entre a exposição de última instância e a imediata (no valor de 0,8 mil milhões de euros) corresponde a uma transferência de risco líquida de Portugal para o exterior.

“Uma vez que a exposição em última instância dos ativos financeiros é superior à exposição imediata, existem ativos dos bancos sobre entidades residentes em Portugal que são garantidos por entidades não residentes”, refere o BdP.

Segundo o banco central, a exposição em risco de última instância a Estados-membros da União Europeia e aos BRICS (Brasil, Rússia, Índia e China) manteve-se superior à exposição imediata.

Pelo contrário, perante os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), os bancos portugueses apresentavam maior exposição imediata do que em última instância: parte dos ativos que estes detinham sobre entidades residentes nos PALOP eram, em última instância, garantidos por entidades residentes noutros países.

Estas estatísticas do BdP apresentam duas perspetivas da exposição internacional dos bancos com sede em Portugal: a ótica do risco imediato (exposição aos países de residência dos agentes com quem o banco celebrou o contrato diretamente e que têm a responsabilidade imediata perante o banco) e a ótica do risco de última instância (exposição aos países onde residem os agentes que garantem o cumprimento do contrato em substituição da entidade com quem este foi celebrado, refletindo a existência de garantias prestadas por um terceiro interveniente).


 
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