Aposentados da função pública não terão em 2014 situação pior do que em 2012

Aposentados da função pública não terão em 2014 situação pior do que em 2012

 

Lusa/AO Online   Nacional   10 de Out de 2013, 08:56

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou na quarta-feira à noite que os aposentados da função pública não terão em 2014 uma situação pior do que a que tiveram em 2014.

 

Na estreia do programa da RTP "O País Pergunta", um formato em que 20 cidadãos foram selecionados para lhe colocar questões, o chefe do executivo PSD/CDS-PP não foi questionado diretamente sobre as alterações às pensões de sobrevivência que estão a ser preparadas e nada adiantou sobre essa matéria.

Neste programa, Passos Coelho manifestou-se contra a possibilidade de candidaturas independentes às legislativas, sustentou que não há condições orçamentais para incentivos à natalidade e, em resposta a um taxista, considerou que o se o preço dos combustíveis em Portugal fosse muito mais baixo isso sairia caro em termos ambientais a longo prazo.

Interrogado sobre o motivo pelo qual o Governo continua a aplicar cortes aos pensionistas, o primeiro-ministro respondeu: "Não estamos a ir buscar mais, estamos a ir buscar menos".

Passos Coelho referiu que "o 13.º e 14.º mês que foram suspensos em 2012 foram repostos em 2013" e disse que o Governo precisa de encontrar alternativa para essa redução da despesa pública.

"Não é possível reduzir o nosso défice público e, portanto, manter a confiança dos nossos credores, sem baixar os salários e as pensões", sustentou, acrescentando: "Mas não teremos, em qualquer caso, para os aposentados da função pública em 2014 uma situação pior do que aquela que existiu em 2012. Portanto, não temos uma situação de maior austeridade sobre os pensionistas em 2014 do que aquela que já tivemos em 2012".

Mais à frente, questionado sobre a sua disponibilidade para alterar a legislação eleitoral para permitir candidaturas independentes à Assembleia da República, o primeiro-ministro e presidente do PSD respondeu que nunca defendeu essa possibilidade e alegou que isso conduziria à ingovernabilidade.

"É fácil imaginar uma situação em que grande parte dos deputados na Assembleia da República não tem uma organização entre si. Como é que um Governo poderia emergir de uma situação dessas? Negociando deputado a deputado? Era uma situação de ingovernabilidade para o país", declarou.

Passos Coelho reiterou, contudo, que defende "uma maior participação dos independentes na vida política, e nomeadamente nas eleições autárquicas" e que admite "rever as leis eleitorais de modo a poder aproximar mais aqueles que são eleitos daqueles votam".

Depois, em resposta a um motorista de táxi que se queixou do preço dos combustíveis, respondeu: "Percebo o seu ponto, os combustíveis estão caros, nós temos uma parte de taxação de imposto de que não podemos prescindir nesta altura, quando olhamos para o longo prazo, não podemos pensar em ter combustíveis muito mais baratos porque isso iria sair caro em termos ambientais ao país e ao mundo".

"Portanto, temos de encontrar outras possibilidades, nomeadamente o transporte público, nomeadamente o transporte ferroviário, que tem um impacto muito menos negativo sobre o ambiente", completou.

No final do programa, a propósito do exercício das funções de primeiro-ministro, declarou: "Eu estou consciente das dificuldades que nós vivemos, das dificuldades políticas imensas que o Governo enfrenta também, mas estou determinadíssimo e sinto-me em condições de poder entregar este resultado ao país como o país merece, e é isso que me anima todos os dias".

 


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