Seguro acusa governo de "condenar o país ao empobrecimento"

Seguro acusa governo de "condenar o país ao empobrecimento"

 

Lusa/AO Online   Economia   8 de Out de 2012, 06:45

O secretário-geral do PS, António José Seguro, acusou, na noite de domingo, o Governo de "condenar o país ao empobrecimento", apresentando cinco propostas para retirar Portugal desse caminho, entre as quais a "criação de um banco público de fomento".

“Criação de um banco público de fomento, de apoio ao desenvolvimento, com critérios diferentes dos bancos comerciais, para apoiar empresas, investidores que queiram criar novas empresas e a economia social”; afirmou António José Seguro, num comício em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, de apoio á candidatura de Vasco Cordeiro à presidência do Governo Regional dos Açores.

Este banco de fomento é uma das “cinco propostas concretas para tirar o país do empobrecimento”, que também incluem a criação de linhas de crédito para apoiar as PME e a recapitalização das PME, a utilização de fundos comunitários para a reabilitação de zonas urbanas e a redução dos custos da energia para as empresas.

“Eu não prometo facilidades, mas não baixo os braços, eu luto”, frisou o líder socialista.

António José Seguro, que elogiou a “capacidade de liderança” de Carlos César, frisou que a sua deslocação aos Açores deve ser entendida como algo natural no líder nacional de um partido, a quem compete apoiar os seus militantes em desafios importantes.

“O meu lugar é aqui. O líder de um grande partido não pode refugiar-se na agenda para não estar ao pé dos seus a lutar nos desafios importantes”, frisou, numa aparente referência ao facto de Pedro Passos Coelho, presidente do PSD, não ter prevista nenhuma deslocação aos Açores durante a campanha para as eleições regionais.

Seguro elogiou o candidato socialista, Vasco Cordeiro, considerando que o seu projeto “está do lado certo” salientando que o rigor e a disciplina orçamentais são “fundamentais, mas devem casar com o crescimento económico”.

“Estamos juntos nesta solução que oferecemos aos Açores e ao país”, afirmou, acrescentando que, “ao contrário de outros”, não ignora as dificuldades, nem promete facilidades para sair da crise.

“O Governo do PSD prometeu aos portugueses que, em troca de pesados sacrifícios, equilibraria as contas públicas. Ao fim de um ano, qual é o resultado? Mais dívida e mais défice”, afirmou, frisando que “quando um país tem mais desemprego e menos economia, é um país condenado ao empobrecimento”.

Seguro defendeu que, "perante o fracasso da receita do governo do PSD, a opção inteligente seria mudar de receita”, criticando os social-democratas por “insistirem na mesma receita e no mesmo caminho”.

“Não é justo que sejam os portugueses a pagar pelos erros do governo do PSD”, afirmou, salientando que “isto não tem que ser assim, há uma alternativa, sem rasgar o memorando ou utilizando uma varinha mágica”, mas com rigor e disciplina orçamental.

Neste discurso, Seguro criticou ainda o executivo por “olhar para Portugal como uma folha Excel”, defendendo a necessidade de “uma política de rosto humano”.

Relativamente às eleições regionais açorianas de 14 de outubro, o líder socialista apelou ao voto em Vasco Cordeiro para evitar que os Açores venham a ter governos iguais aos da Madeira e do continente.

“Olhem para a Madeira, querem um governo igual nos Açores? Olhem para a República, querem um governo igual nos Açores?”, questionou Seguro, obtendo a resposta pretendida da assistência: “Não”.


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